Sexta-feira, 13 de Junho, 2008


Agora em versão available.

Mesmo para quem não concorda com todos os remédios defendidos ou com todo o negrume do diagnóstico, a leitura de Medina Carreira é sempre um bálsamo:

O estado da nossa decadência é profundo e as circunstãncias envolventes são complexas.

Os que têm surgido vêm apenas para ganhar eleições, promover-se e repartir vantagens pelos amigos e pelos arrivistas de sempre. Usam sem escrúpulos sofismas que só retardam a compreensão das coisas e dificultam a plicação das decisões essenciais. Montam circos atraentes para impressionar, acenam com facilidades que não existem e prometem um amanhã que nunca chegará. Serevem-se e servem outros. É quase tudo.

Se a “verdade” nos assusta em ves de nos mobilizar, resta-nos apenas a capitulação perante os sofistas que temos tido e perante os seus “herdeiros”. Só haveremos, então, de queixar-nos de nós mesmos. Se os eleitores o não entenderem muito depressa, ficaremos com “Lisboa” nos papéis e com os portugueses feitos os pobres da Europa.

Lisbon Treaty rejected by Irish electorate

The Lisbon Treaty has been rejected by Irish voters sparking a crisis for plans to reform European Union structures.

A total of 53.4 per cent voted to reject the treaty, while 46.6 per cent voted in favour. All but 10 constituencies rejected the treaty, with a total of 752,451 voting in favour of Lisbon and 862,415 votes against. Turnout was 53.1 per cent.

Taoiseach Brian Cowen’s constituency of Laois Offaly was last to declare a result and voted in favour of the treaty.

Tallies from early on in the count this morning showed the No campaign appeared to be winning in most constituencies across the State, with significant majorities emerging from rural and urban working class areas in particular.

Luxembourg Premier and Finance Minister Jean-Claude Juncker said the defeat of the Lisbon Treaty represents a new “European crisis.”

“Ireland said ‘no’ to the Lisbon Treaty,” Juncker told reporters in Luxembourg today. “This is not good for Europe.”

Minister for Justice Brian Lenihan has said Ireland had lost influence in Europe. Speaking as final results were being counted this evening, Mr Lenihan thanked those who voted Yes but said he was “very, very disappointed” with the outcome. “I think it is a very sad day for this country and for Europe as well,” Mr Lenihan said.

He said it was a “serious matter for Ireland” adding: “We have to accept the decision of the people…and that’s democracy and I accept that.

Minister for Foreign Affairs Micheál Martin, who is also director of Fianna Fáil’s referendum campaign, said there was a perceived lack of information on the treaty. “People were on the doorstep were saying ‘I still don’t know enough about this treaty’.”

This was a “significant” factor, the Minister claimed. The Minister said he was not blaming the Referendum Commission but said there was a sense that the treaty “just didn’t register” and “lacked a clear tangible”.

In his own constituency, Cork South Central, the treaty was rejected by more than 55 per cent of the electorate there.

Devia ser claro e transparente para os senhores eurocratas que, no único caso em que o eleitorado foi autorizado a pronunciar-se – e apesar de toda a pressão exercida no sentido do “Sim” – o resultado tenha sido este.

Fosse o Tratado referendado em mais países e veríamos como as coisas correriam mal para os acordos de gabinete que ignoram a vontade das pessoas.

“É fundamental para a minha carreira política”

O primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu que o êxito do Tratado de Lisboa, hoje a ser referendado na Irlanda, “é fundamental” para o Governo e para a sua carreira política.

Pensando melhor, é bom que os irlandeses reflictam nisso e sejam solidários connosco, como normalmente são quando se trata de desancar nos ingleses. Por favor, amigos irlandeses, reprovem lá o Tratado, se isso significar que nos livramos todos do senhor engenheiro.

É que, se eu bem percebo, os bons serviços prestados por este José serão devidamente recompensados com um cargo interessante nas Europas, assim como aconteceu com o outro José. Por isso, é melhor pensarem que votando não estarão a defender duplamente uma Europa a sério.

E obrigado à Maria Ema pela referência.

O despacho que está em negociação fica aqui para dizerem de vossa justiça. Eu ainda não tive tempo para ler tudo com atenção: despacho.

Espero mesmo, embora por Gaia andem coisas mais estranhas… E está neste raio de acção. Medo, muito medo.

Obviamente, cortei a assinatura, embora confirme com o detentor do cargo em causa.