É a única a que tive acesso ao final do dia de ontem, por isso só sobre ela posso opinar e por enquanto pouco.

A prova fica aqui  (provalp6) para quem a quiser consultar que no site do GAVE ainda não poisou.

O texto integral de parte das declarações ao JN, fielmente usadas, fica já a seguir: Desculpem lá, mas foi tudo feito no meio de uma animada reunião de zecas e zecos e respectivas famílias.

Prós e contras da prova de aferição de Língua Portuguesa de 2008 para o 6º ano

Após uma leitura rápida da prova de aferição de Língua Portuguesa apresentada aos alunos do 6º ano é possível confirmar alguns dos aspectos mais evidentes nas provas dos anos anteriores, assim como uma característica um pouco diferente da prova deste ano.

Começando por este aspecto, destaca-se o facto de na primeira parte da prova se ter optado por incluir uma razoável variedade de textos para servirem de suporte ao questionário. Em outros anos, esta parte inicial continha dois textos, um de tipo literário para ser explorado do ponto de vista da interpretação e um segundo, de carácter mais informativo e em alguns casos apoiado por material gráfico, para recolha ou organização da informação nele contida. Este ano os autores da prova optaram por incluir quatro textos, sendo que, ao contrário do que ia sendo norma, o primeiro não é o que serve de principal suporte para a avaliação da compreensão do texto escrito. Não é uma opção contestável em si, embora esta variação possa perturbar as análises comparativas entre dos resultados obtidos pelos alunos ao longo do tempo.

Quanto ao aspecto mais positivo, deve sublinhar-se que, no seu conjunto, a prova se encontra bem construída em termos de estrutura e variedade de conteúdos abordados, se a considerarmos independentemente da variável “tempo”. É uma prova que percorre várias facetas da compreensão do discurso escrito, dando menor importância aos conteúdos relativos ao funcionamento da língua, embora só seja possível fazer essa análise de forma mais aprofundada com a disponibilização dos critérios de correcção e o valor atribuído a cada questão.

A característica mais negativa, que permanece desde a realização da primeira prova, é o relativo desequilíbrio existente entre as duas partes da prova, em especial se tivermos em conta o tempo disponível para a sua realização que é o mesmo. A primeira parte contém vários textos, alguns implicando um período de leitura que torna escassos os 50 minutos disponíveis para analisar e usar as suas informações. Em contrapartida, os 50 minutos da segunda parte da prova parecem excessivos, mesmo se atendermos à necessidade de realização de um rascunho do texto solicitado.

Em síntese, é uma prova que ganharia (desde que existe) em ter uma distribuição diferente do tempo para a sua realização (60+40 minutos, por exemplo, em vez de 50+50) e que, apesar de estruturalmente bem concebida, poderia seguir mais de perto o modelo adoptado nos anos anteriores, por forma a permitir um melhor tratamento comparativo dos resultados.

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