Movimento acusa sindicatos de ‘manipulações estatísticas’

O Movimento de professores PROmova desafia os sindicatos a revelarem o número exacto de professores que aprovaram o memorando de entendimento com o Ministério da Educação. Fenprof garante que 90% dos docentes aprovam o documento.
Para este movimento cívico, o entendimento «precipitado» com a ministra Maria de Lurdes Rodrigues empurrou os professores «para a desmobilização e para o desejo de não participarem num DIA D esvaziado de sentido».

É por isso que o PROmova põe em causa as declarações da plataforma sindical, que garante uma aprovação de 90% relativamente ao acordo. Números que os professores deste movimento consideram ser fruto de «manipulações estatísticas».

Em comunicado enviado às redacções, o movimento desafia os sindicatos «em nome do rigor e da transparência de procedimentos, a publicar nos próximos dias o número exacto e realde professores que, em cada escola, votou favoravelmente o entendimento».

«Quer-nos parecer que a forma que muitos docentes encontraram para manifestarem o seu desânimo,e desacordo,foi a falta de comparência. Provem-nos o contrário» , dizem os responsáveis pelo PROmova, que se dispõem a pelos seus próprios meios fazer um «levantamento escola a escola».

«A plataforma sindical não veio garantir a tranquilidade dos alunos, veio, como é público e notório, assegurar a tranquilidade ao Governo e ao Ministério da Educação, administrando-lhes o ‘calmante’ que há muito lhes faltava» , criticam os membros do movimento cívico, que reclamam a suspensão do processo de avaliação do desempenho e o fim da figura do professor titular. (Margarida Davim).

Se querem saber os números exactos, que tal pedirem-nos directamente à fonte (espero que o tenham feito) e não em comunicado às redacções dos órgãos de comunicação social?

É que este tipo de atitude parece revelar que o principal adversário não é o ME e sim os sindicatos. Não me parece correcta tacticamente nesta altura este tipo de atitude.

Da mesma forma, e logo escreverei sobre isso, também discordo da análise feita hoje por Santana Castilho no Público.

Realmente parece que há quem queira dividir os professores e há os que se prestam a isso.