Lá terá que ser e vou – por fim – linkar um post do blog Tretas que, entre questões menores, me escolheu como principal alvo e razão de existência. Tudo por causa da divertida imagem ao lado.

O meu Ego agradece e só não rejubila porque, em regra, os textos estão demasiado consumidos pela ânsia de despertar uma reacção para serem inteligentes ou divertidos. De qualquer modo agradeço a atenção e só não devolvo porque cada um também se mede pelos alvos que escolhe. Pela lógica de quem está por trás do Tretas, a sua importância é menor pois dedica-se a bater em alguém que é medíocre e incompetente como eu. Portanto, não querendo desmoralizá-los, pelos vossos próprios padrões estarão a perder tempo com um zé-ninguém. O que é verdade.

Agora uma questão mais a sério: a partir do momento que criei um blogue e comecei a criticar estes e aqueles, passei a habilitar-me ao mesmo. É tão simples quanto isso. E a partir do momento em que acedi a aparecer com imagem anexa na imprensa e num (unzinho!) programa televisivo não posso queixar-me do que façam com isso.

Seria hipócrita da minha parte publicar cartoons e caricaturas de figuras públicas e depois – tendo-me deixado enredar nessa teia – queixar-me por ripostarem no mesmo tipo de moeda (embora seja moeda fraca). Isso é para os Pais da Nação que se esgaravatam todos por aparecer, nem que seja 30 segundos em tom comicieiro, e depois se queixam que seja escrutinado o método de lá chegarem. E que ameaçam com processos e exigem desmentidos quanto a declarações que nem sequer perceberam (sim, deixei passar em claro um episódio demasiado ridículo para ser abordado aqui). Ou para aqueles senhores que, na sombra, não aparecendo, fazem recortes e contactam quem querem usar como testas de ferro para processar quem incomoda, quem faz processos de intenções, ameaça por mail com raios e coriscos ou quem faz pesquisas pela net para tentar encontrar testemunhos comprometedores e depois não acha nada.

Eu não acho que um cartoon, uma montagem bem-humorada, mesmo que cáustica ou corrosiva, seja motivo de clamar por difamação e ai-ai que vai aí processo.

Isso é para os hipócritas que, não sabendo defender-se com a razão, sacam da intimidação.

No meu caso apenas espero que aquilo que é feito para me tentar desmoralizar melhore de qualidade, caramba. Eu consigo gozar melhor comigo mesmo do que vocês, conforme se percebe neste post.

Acho mesmo que ainda não perceberam o quão bem eu convivo com os meus muitos defeitos e escassas qualidades. Não, não vou rapar o cabelo para fingir que não sou careca; não, não vou para o ginásio fingir que não sou um bom garfo; não, não vou colocar lentes de contacto para mostrar os lampejos esverdeados dos olhos sob a luz certa; não, não coloco gravata para passar por «senhor doutor»; não, não vou colocar aparelho nos dentes (ou branqueá-los) aos 43 anos para fingir que não sei o quê. What you see is what you get.

Será que não perceberam que não adianta nada, mas mesmo nada, tentarem atingir-me dessa forma? Tenho uma casca demasiado grossa, que resiste quase sem esforço a essas investidas e até as estima como alimento para um narcisismo desmesurado. Afinal tenho um blogue de anti-fãs só para mim! Quanta honra.

Agora só é pena que, embora medianamente letrados, ainda deixem muito a dever à inteligência e ao domínio da língua materna (pelo menos para mim é materna).

Mas é pela prática que lá se chega.

Nem que seja necessário inscreverem-se num curso de Novas Oportunidades.

Quanto às habilidades com o Photoshop, lamento, mas ainda estão numa fase mais rudimentar que eu.