Eis o relato de uma das pessoas presentes na reunião em que a Ministra e o SE Pedreira foi ao Norte tentar «domesticar» eventuais focos de resistência à implementação do novo modelo de avaliação:

Vou colocar-vos mais ou menos a par das CINCO horas de reunião… cheguei há pouco e sem apetite, sequer, para comer, e já pouca capacidade tenho para reflectir, por isso perdoem qualquer coisinha:

  1. Presença de Jorge Pedreira, que esteve uma hora a apresentar o 2/2008, como se ninguém o conhecesse!!!! ficou tudo já à beira de um ataque de nervos;
  2. Entretanto, chegou a ministra… quem já esteve noutras reuniões com ela, confirmou que se apresentava muito mais conciliadora, compreensiva, muito mansa…. umas das pérolas que disse, no meio de toda a sua infinita compreensão, é que “ninguém pode dizer que os professores titulares são os que têm mais mérito”… Lá do fundo eu exclamei logo, que ela mesma o tinha dito (não, não me ouviu… o ruído foi muito) – afirmou que compreendia (pois…) que muitos pusessem em causa a credibilidade dos seus avaliadores, por essa razão, mas tal não se aplicava a todos os casos, que aquele tinha sido um concurso, que a partir de agora seriam avaliados e, mesmo esses titulares, poderiam estar sujeitos a avaliações menores… em todo o caso, tanto ela como o secretário disseram que o executivo podia, de acordo com a sua autonomia (!), dispensar um titular que considere não oferece garantias nem inspira confiança nos colegas (não… não me perguntem mais nada! o espanto foi geral e objectivamente não responderam às objecções levantadas)
  3. Mesmo a questão de uns professores estarem sujeitos a avaliação externa dos exames e outros não…. “as escolas podem desenvolver outros mecanismos que considerem necessários para a ferir com justiça”…. ou seja, podem até escolas agrupar-se e realizar exames aos restantes, partilhando a experiência (lindo, não é?!?!?!….)
  4. Até ao fim desta semana (sim, a ministra disse saber que hoje é quinta) sai o despacho com as orientações para a simplificação, que não ficou, mesmo assim clara… as escolas podem sempre decidir…. há uns mínimos… os itens podem ser reduzidos/compactados para um, mas não se pode mexer nos parâmetros ou subparâmetros (mas depois já dizia que sim… sei lá!) e pode haver observação de aulas, se se entender, enfim…. dizem que não podem impor um modelo, já que há escolas que têm o processo a decorrer e não lhes podem dizer que está tudo errado… e É VERDADE!!! houve uma artista que apresentou a sua preocupação, pela falta de tempo no caso dos contratados, porque entende que os coordenadores devem também avaliar e que, pelo menos, deve observar duas aulas – já tinha reunido com os contratados, já tinham acordado tudo isso, mas não tinha tempo! (cá para mim queria que prolongassem o calendário escolar até Agosto!)
  5. Quotas e impedimentos… pois, parece que nos vão tirar o tapete: sairá o despacho em breve (tem que ter a assinatura da ministra e do ministro das finanças), mas “a questão dos interesses está a ser acautelada”. Mais ainda, as quotas estarão distribuídas, não por departamentos, mas por grupos: contratados, professores dos quadros, professores titulares. Creio que, deste modo (mas já não me sinto capaz de pensar escorreitamente) elimina a questão dos interesses, não? A bolsa é diferente…
  6. Certamente há muito mais, mas já nem me ocorre. Deixo-vos só outra pérola, agora do Pedreira: “o ministério não está disposto a apadrinhar uma avaliação de faz de conta. Não há renovação de contrato nem progressão sem avaliação. A lei é clara e só pode ser alterada por decreto lei… nem este governo, nem outro futuro, o fará”!!!!

Pronto… que me dizem?!?!?!