Sócrates assume “face humana” após “três anos a disfarçar estados de alma”

O primeiro-ministro, José Sócrates, assumiu hoje uma governação de “face humana” depois de três anos que apelidou de “muito difíceis”, em que teve de “disfarçar estados de almas”. “Um político tem o dever de disfarçar os seus estados de alma e apresentar boa cara e ânimo”, disse o primeiro-ministro, como que em desabafo, na assinatura de contratos com associações sociais do distrito de Viseu, em Vila Cova à Coelheira, concelho de Vila Nova de Paiva.

Lamento mas o que vimos não foi o disfarce de «estados de alma». Foi a expressão de contenção para não ir mais longe na postura agressiva e chocarreira para com os seus adversários políticos.

Não, lamento muito, não é questionar a condição humana de Sócrates (aliás os seus erros sistemáticos, a arrogância e limitações revelam-na à saciedade), mas sim que exista algo mais do que uma rampa para as eleições de 2009.

Basta ver o resto das declarações que são propaganda automatizada em estado puro.

Mas haverá quem acredite.