Sexta-feira, 28 de Março, 2008


I’ve
become so numb
i can’t feel you there
become so tired
so much more aware
i’m becoming this
all i want to do
is be more like me
and be less like you

 

jpinto.jpg

Também no site da DGRHE. Este é especialmente divertido, sendo dele que extraí a imagem acima. Já este e este, de Maria Palmira Alves e Eusébio Machado são menos exibicionistas e, embora por vezes demasiado esqueléticos, um pouco mais interessantes.

E outras situações, como dispensas e licenças. Esclarecimento importante, embora sem nenhum sinal de autenticação oficial no site da DGRHE. Imprimam, em conjunto com o endereço, para o caso de ser necessário.

A redacção do artigo 103º deixava muito a desejar devido ao recurso ao verbo «relevar» cujo significado nem todos os serviços administrativos e órgãos de gestão apreciam compreender.

Aqui ficam três documentos produzidos pelos Departamentos desta escola e cuja publicação me foi autorizada(reflexao-1-dep-ciencias-exactas-e-natureza.doc, reflexao-dep-humanidades.doc e memorando-dep-exp.pdf).  Um pouco para exemplificar como as «boas práticas» de reflexão participada ainda existem e são essenciais para uma plena vivência das comunidades escolares.

Sei que estas coisas horrorizam os defensores da política-cilindro compressor do ME, que preferem «lideranças fortes» que apaguem o espírito de trabalho e reflexão em equipa, mas é sempre tempo para reverem as suas posições e, em especial os que se afirmam liberais, admitirem às escolas e os docentes a Liberdade de Escolha do seu caminho.

Reforma Antecipada

A saga começou há três anos … Comecei a subir aquelas escadas com um peso no coração e chumbo nos pés, porque não ia para as aulas. Ia para a Escola tratar de papelada , substuir (pouco) colegas em turmas que não conhecia nem me conheciam , onde , cada um à nossa maneira , éramos intrusos.

Depois, chegava cansada a casa. Cansada da inutilidade. Do desrespeito. Por acaso, entre uma coisa e outra , dava aulas, onde esquecia durante noventa minutos, o peso no coração e a tristeza nos ombros. Durante noventa minutos. Não mais.

Depois e sempre acusada de todos os males do universo escolar e do universo em geral. Depois, a catadupa de legislação. Pensava numa lei à espera de ser assinada desde Novembro de 2007 para me ver livre de um Inferno de leis sem tom nem som , sem nexo aparente, com nexo apenas de economia de meios e de dinheiro sonante.

Continua aqui…

Why teachers are their own worst enemy

If I were a teacher I would be tearing my hair out at the Easter antics of the teacher unions. In their frantic pursuit of headlines they only succeed in alienating the general public. The National Union of Teachers takes the biscuit. On the first day of its conference it splashed research apparently showing that bad behaviour is increasing, all the fault of parents. Later, however, the story changed to pupils behaving better, except in a few unfortunate schools.

But it is the posturing over strike ballots that fundamentally undermines teaching as a profession. It is not that the NUT does not have a good case, but it should learn from the doctors to use brains, not brawn. Take class sizes. It was the Government that compromised workload reform by its pettiness in refusing to fund the extra teachers needed to free up primary school teachers for planning, preparation and assessment. It tried to do so on the cheap with unqualified staff and the NUT was absolutely right to object. Primary class sizes are among the highest in Europe. Only three countries in the latest OECD statistics have poorer teacher-pupil ratios, with this country nearly 25 per cent below average, and, indeed, 40 per cent below the European Union average. But somehow the NUT has ended up the villain of the piece.

Similarly, the NUT is right to claim that the purchasing power of teachers’ salaries is being reduced. The Government is seemingly able to get away with a cunning sleight of hand in which inflation is measured as a Consumer Price Index that excludes council tax, mortgage payments and some other housing costs. When these are taken into account, as in the Retail Prices Index, inflation almost doubles. While the awards to teachers may not look too bad in CPI terms, they have been well below the RPI for two years and are due to remain so for another three. Compounded over five years it is a cut approaching 10 per cent.

The Union is wrong, however, to tie its claim to the impact on teacher recruitment and retention. Overall, through diversification and various incentives, the Government has succeeded in improving teacher supply (although teacher training applications are lagging somewhat this year). Studies of teacher retention show that the main factors in wastage are workload and pupil behaviour, which the NUT itself reports as getting better.

There are still acute teacher shortages, but these are particular rather than general. They occur in London and the inner cities, in subjects like physics, maths and modern languages, in positions such as primary headships, and in schools with a lot of difficult pupils. Rather than threatening to strike, the NUT should turn its mind to a strategy that would bring more money into those schools that are particularly affected so that they can offer salary enhancements above the national rates.

But these are matters of detail. Fundamentally, all the teacher unions should ask themselves is: how is it that the doctors do so well and the teachers so badly? How is it that the doctors are able to walk away with a large wedge of money for reduced hours while retaining public support and without the need to threaten strikes? Basically, it is because the Government is afraid of them. They have one powerful union that skilfully deploys its negotiating skills on behalf of an acknowledged profession. (Alan Smithers)

Continua na edição online do The Independent 

No site do ME transcrevem-se declarações de Valter Lemos no fórum da TSF sobre o tema da violência escolar que decorreu na passada 3ª feira.

A estratégia é recorrente: mascarar com palavras e estatísticas «confortáveis» a realidade e ficcionar o conteúdo da legislação aprovada.

Como sabe, basta ver o novo Estatuto do Aluno para se perceber que a autoridade dos professores é em muito reforçada.
Dos professores, de cada um dos professores, dos presidentes dos Conselhos Executivos, dos directores das escolas.
Foi para isso aliás que se fez a alteração ao Estatuto do Aluno.
Mas a alteração fundamental, aquilo que é mais essencial na alteração do Estatuto do Aluno, foi a alteração dos aspectos relacionados com a capacidade que os professores, os directores de turma e os directores de escola têm.
Estes passam a ter uma capacidade maior de intervir, de poder actuar em tempo útil, punir comportamentos inadequados, e comunicar com outras entidades.

Como sabemos, não é nada disto que se passa e uma consulta superficial da lei3/2008 demonstra que a autonomia das escolas ficou reduzida em vários aspectos, notando-se especialmente a desvalorização dos Conselhos de Turma e absoluta dependência das DRE’s para aprovação da medida sancionatória mais grave.

Aliás, se dúvidas existissem, o processo da aluna da Escola Carolina Michaelis (assim como um outro de há alguns meses) demonstrou à evidência até que ponto foi a DREN que supervisionou tudo.

Autonomia?

Seria interessante que, por uma vez, não fosse permitido ao SE Lemos que se escapasse com tiradas gerais e fosse confrontado, de forma concreta, com a exigência de demonstrar em que artigos e alíneas da nova lei (comparando-os com os da Lei 30/2002) se baseia para fazer as afirmações que repetidamente faz sem que alguém exerça um contraditório minimamente informado.

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