Terça-feira, 25 de Março, 2008


The sun is up
I’m so happy I could scream!
And there’s nowhere else in the world I’d rather be
Than here with you
It’s perfect
It’s all I ever wanted
I almost can’t believe that it’s for real

I really don’t think it gets any better than this
Vanilla smile
And a gorgeous strawberry kiss!
Birds sing we swing
Clouds drift by and everything is like a dream
It’s everything I wished

Em especial do Nico/Nicodemus, por razões que não compreendi. Acabei de os libertar. Espero que a todos.

Valter Lemos abre Professores Inovadores

O Gabinete de Comunicação terá recorrido a esta construção frásica sem segundas intenções? Foi mesmo a chamada azelhice?

Quase que me dá vontade de assistir ao evento, para mais na minha Faculdade de adopção.

Já não aguento ver mais ninguém a falar na televisão sobre indisciplina e violência na escola. A sério que me fartei. São 5 dias só a falar do mesmo e depois 360 a não fazer nada a sério.

De todas as opiniões que têm sido disparadas de todos os quadrantes sobre o episódio no Carolina Michaelis confesso que a que me deixou mais abismado foi a do colega Arsélio Martins que vi hoje na RTPN a repetir aquilo que quase não queria acreditar ter lido ontem no Educare quando qualificou o acto da aluna como um «Problema de saúde pública e mental».

Antes o fosse, porque tal patologia explicaria tudo, ou quase, e poderíamos ficar descansados porque seria algo «curável» com certa rapidez.

Infelizmente, apesar de mais novo, com menor experiência e saber que o colega de Aveiro, sei que aquilo não é doença nenhuma. Pelo menos doença que venha nos livros de Medicina ou Psiquiatria.

Mas gostaria de chegar ao tempo de serviço de Arsélio Martins considerando que o caso era de simples desarranjo psíquico. Seria sinal de não ter testemunhado, ou conhecido de muito perto, casos nem mais graves e em quantidade suficiente para os não considerar excepções ou sinais de patologia clínica.

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Público, 25 de Março de 2008

Com os devidos agradecimentos pelo clip ao MJMatos.

Violência nas escolas é um problema que vem de fora, diz secretário de Estado

(…)
Valter Lemos sustentou a sua opinião com os dados do programa “Escola Segura” que foram recebidos pelo ministério e onde os comandantes da polícia garantem que os problemas são “importados de fora” e que o ministério está a agir na resolução desta situação.
(…)

Mais uma tentativa desesperada para controlar os danos e desviar as atenções. Os carros riscados e pneus rasgados são, obviamente, fora da Escola. Agressões (físicas e verbais) para lá do portão também não contam. O que se passa no interior das escolas é «importado» e estas têm «mecanismos para atacar» todos os problemas.

Está bem, senhor Secretário de Estado. Já agora, e porque o limite da paciência se me esgotou, o seu penteado é «importado» ou um problema que vem «de fora»?

A minha barriguita também é um problema desses, deve-se à comida que eu «importo de fora». A culpa não é minha.

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O MEU CASO PESSOAL: – O QUE O SISTEMA NOS PODE FAZER:

1.º – Apresentei-me ao concurso de professores em 2006 e fui colocada num lugar do quadro, no grupo 930, (apoio de alunos deficientes visuais). Vinha em terceiro lugar a nível nacional e nada então me fazia prever o calvário que se seguiria. Para meu espanto o lugar, que tinha sido criado, correspondia na escola a um HORÁRIO ZERO. Conheço mais casos em que o mesmo aconteceu, só aqui na área de Lisboa.

2.º – Como não havia trabalho no meu grupo de recrutamento a escola entregou-me um horário no grupo 910, pelo que me encontro presentemente a trabalhar com alunos autistas, apesar da minha especialização e prática docente se situar na área da deficiência visual.

3 .º – Quando verifiquei o que me estava a acontecer, fiquei muito desgostosa e reclamei junto da DREL e da DGRHE, mas o minha reclamação caiu em cesto roto.

4.º Entretanto, sinto-me injustiçada e infeliz, pois vou ser avaliada numa área de docência para a qual não concorri e onde certamente os meus desempenhos ficarão a perder, por mais que me esforce por cumprir os meus deveres. Na escola tenho tentado não dar parte fraca, sobretudo junto dos pais dos alunos, procurando transmitir a ideia de que me sinto à altura das funções que me foram atribuídas, embora esteja desfeita com tudo isto!

5.º – Por outro lado, em virtude do desgoverno das últimas colocações (que duram três longos anos) os alunos cegos estão em muitos casos entregues a professores sem formação adequada.
Que faz o ME para resolver esta situação? Está a dar cursos de 50 horas aos Sábados aos professores que colocou sem a devida formação.
Entretanto também eu fui convidada a frequentar um curso de 50 horas para me “desenrascar” com os meus meninos Autistas.

Sabem que mais?

ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR

Luísa Bartolomeu
BI nº 638584 de Lx

Nem anjos inocentes, nem geração rasca

(…)
Doses cavalares de mimo, desaparecimentos de Maddies e problemas de consciência de pais ausentes compõem uma fórmula de tal forma explosiva que as criancinhas se transformam em flores de jarra às quais parece mal tocar até com um dedo. O meu pai contou-me no outro dia que em miúdo levou um tabefe porque ao cumprimentar um adulto o tratou por “você” em vez de “senhor”. Não é a este tempo que queremos voltar. Mas é preciso encontrar o equilíbrio entre distribuir sopapos por faltas de cortesia e não poder puxar uma criança para um canto sem se ser ameaçado com a polícia. Já é hora de acabar com o mito do bom rebelde. As crianças não são seres angélicos que o mundo corrompe. São bicharocos nem sempre encantadores, muitas vezes cruéis, que têm de ser educados para a vida e para se comportarem devidamente em sociedade. Alguém se esqueceu de fazer esse trabalho com aquela miúda do Porto, dez anos atrás. Tão simples – ou tão complicado – quanto isso.

Carolina Michaëlis: Para Onde Vamos?!…

(…)
Não é preciso muito para percebermos que o que se passou na Escola Carolina Michaëlis é extremamente grave. E o pior é que todos temos a noção de que, como outros professores entretanto já confirmaram, este não é um acontecimento tão isolado assim. Nem sequer me estou a referir aos casos, de que com alguma frequência ouvimos falar, de actos que ocorrem em escolas implantadas em zonas consideradas mais problemáticas, perpetrados por estudantes que as frequentam. Até porque essas escolas, fruto da sua natureza, são, tanto quanto sei, objecto de uma maior vigilância e protecção em relação a um estabelecimento de ensino dito “normal”. Não.

O problema, do meu ponto de vista, é estrutural: creio que hoje se terá perdido, em grande parte, a noção de que, a seguir à instituição “família”, as instituições “escola” e “professor” são as mais importantes na construção de uma sociedade desenvolvida, equilibrada e onde o respeito, a consideração e a educação sejam, de facto, valores colocados em prática. Os professores, seja no Ensino Básico, Secundário ou Universitário, são alguém que, tal como os pais, nos prepara para a vida, nos confere ensinamentos e práticas essenciais – cabendo, portanto, aos pais, a tarefa de incutir nos filhos o respeito que devem a um professor.
(…)

Há uns tempos li num perfil de Miguel Frasquilho no jornal Sol, pessoa da minha geração, que relaxava a ouvir Céline Dion.
Pronto, este texto redime-o um pouco de tal pecado quase capital… porque os gostos existem para serem discutidos, ao contrário do outro lugar-comum politicamente correcto.

Ílhavo, 24 de Março de 2008

Segunda carta aberta à Sra Ministra da Educação

Senhora Ministra da Educação

Excelência:

Há dias, uma jornalista tentava relacionar o acontecido na Escola Carolina Michaelis ( se fosse viva morreria de vergonha…) com o Estatuto do Aluno e V. Excia perguntava-lhe se o facto de haver um Código da Estrada impedia que houvesse acidentes de automóvel. A jornalista não lhe respondeu mas vou responder-lhe eu.

1. É evidente que o Código da Estrada não impede os acidentes de automóvel se os instruendos puderem faltar às aulas desse código e se no fim obtiverem a carta sem esforço.
É evidente que não impede se os instruendos puderem faltar ao respeito ao instrutor porque no fim ele vai ter de o aprovar para não prejudicar as estatísticas.

2. V. Excia é muito esperta mas parece não ter a inteligência suficiente para se aperceber da situação incontrolável que criou desrespeitando, humilhando e atirando para cima dos professores as culpas de tudo o que está mal nas escolas.
Mais uma vez V. Excia não tem uma palavra para dizer aos alunos e suas famílias como parte interessada no problema. A culpa, segundo o governo, é sempre dos professores e todos os outros estão inocentes e imaculados. V. Excia continua a dar carapau a um chefe de cozinha e a exigir-lhe que prepare lagosta suada para o jantar. E percebe-se facilmente porquê: porque o que interessa é desmoralizar os professores e diminuí-los aos olhos do povo para depois se lhes poder pagar pouco e não permitir que progridam na carreira. “Não merecem!, Não fazem nada!, Nem os nossos filhos conseguem educar!”

3. “Força, Ministra!”, continue a desculpar despudoradamente os alunos e as suas famílias e estará a criar uma geração que, para além de ignorante, não respeitará ninguém no autocarro, na rua, no trabalho, em casa.
“Força, Ministra!”, continue a hostilizar os professores se acha que foi desmoralizando os seus soldados que os generais ganharam batalhas.
“Força, Ministra!”, continue surda aos gritos de “a velha vai cair, altamente!” e, em breve, as salas de aula passarão do circo actual para coliseus onde os professores serão imolados para gáudio de alguns adolescentes imbecilizados por telenovelas e publicidade idiotas.
“Força, Ministra!”, continue a dizer que a Oposição está a fazer aproveitamento político da situação e um dia estará mais só e indefesa do que a Professora de Francês mas nesse dia não conte comigo para lhe estender a mão.

Neste momento V. Excia lembra-me um pastor perdido na serra a quem as ovelhas há muito não respeitam. A seu lado só tem os cães mas esses não fazem parte do rebanho…

Grato pela atenção

Domingos Freire Cardoso
Rua ********, nº **, *
3830 – 203 ÍLHAVO
Tel. 234 *** ***
E-mail: dfcardos@gmail.com

Não, não é antecipação científica à moda do falecido Arthur C. Clarke que para mim sempre foi demasiado certinho na parte da ficção.

  • O que devemos pensar é que, simplificados os procedimentos ou não, os efeitos da avaliação dos docentes irão fazer-se sentir principalmente após as eleições de 2009.
  • Assim como o concurso para docentes em novo estilo, que todas as pistas indiciam ser de horripilar o maior adepto de filmes de terror.
  • E temos ainda a – por enquanto parcial – municipalização do sistema educativo. que até pode surgir em conjunto com o concurso acima referido.

Há que pensar a prazo, neste caso até é a pouco mais do que curto prazo. Mas de qualquer das maneiras vão pensando nisso, para depois não se assustarem com os aliens a saltarem por todos os lados.

Segunda Carta Aberta ao Sr Procurador-Geral da República

Ílhavo, 17 de Março de 2008

Senhor Procurador-Geral da República

Excelência:

Diz o povo que “quem não se sente não é filho de boa gente” e, por respeito aos meus Pais e à educação que me deram, venho pedir-lhe um conselho.
Desejo saber se é possível processar o Sr Emídio Rangel pelas mentiras e insultos que escreveu no Correio da Manhã do dia 8 de Março p.p.
Diz este senhor que “holligans” estariam em Lisboa nesse dia referindo-se à manifestação dos professores.
Pelo que tenho visto na televisão os “hooligans” são poucas dezenas de jovens desocupados que partem montras, viram e incendeiam carros, arremessam tochas em fogo, apedrejam polícias, destroem só por destruir numa violência gratuita e sem sentido.
Ora, o que toda a gente pôde ver em Lisboa na tarde do dia 8 de Março, foram milhares de pessoas adultas, ordeiras, civilizadas, trabalhadoras e honradas numa grande jornada de desagravo precisamente porque querem e gostam de trabalhar.
Se não houve qualquer violência ou desacato esta comparação aos “hooligans” é ou não insultuosa? É ou não crime?
O Sr Rangel, qual pitonisa da desgraça, previu, de véspera, que Lisboa iria ser incendiada e/ou destruída.
Eu desejo saber se esta linguagem usada pelo Sr Rangel é ou não uma incitação à violência e se a mesma é ou não crime previsto na Lei.
Se o for agradeço que tome as providências necessárias para chamar a tribunal este caluniador.

Grato pela atenção

Domingos Freire Cardoso
Rua **********, nº ***
3830 – 203 ÍLHAVO
Tel. 234 *** *** / 93 *** ** **
E-mail: dfcardoso@hotmail.com

Pinto Monteiro pede autoridade para os professores

O Procurador-Geral da República está contra violência e o “sentimento de impunidade” nas escolas.
O mais recente caso de violência escolar, em que uma aluna da escola Carolina Michaelis no Porto agrediu uma professora por causa de um telemóvel, leva o Procurador-Geral da República (PGR) a retirar uma conclusão: “Impõe-se que seja reforçada a autoridade dos professores e que os órgãos directivos das escolas sejam obrigados a participar os ilícitos ocorridos no interior das mesmas”. O que, “até agora, raras vezes, tem acontecido”, diz Fernando Pinto Monteiro.

O responsável máximo pela investigação criminal em Portugal, em declarações ao Diário Económico, garante que “nalgumas escolas formam-se pequenos ‘gangs’ que depois transitam para ‘gangs’ de bairro, armados e perigosos”. Pinto Monteiro considera que a violência escolar funciona, em alguns casos, como uma espécie de “embrião” para níveis mais graves de criminalidade. Ao contrário do Governo que insiste em desvalorizar o mediático caso da aluna do Porto filmada por colegas enquanto agredia a sua professora de francês, Pinto Monteiro considera que a violência nas escolas “existe e tem contornos preocupantes”.

Esta não é a primeira vez que o Procurador-Geral da República se pronuncia sobre a violência nas escolas. Em Novembro, em entrevista à revista “Visão”, Pinto Monteiro disse estar a par de que “até a senhora ministra da Educação” minimiza a dimensão da violência nas escolas.

Em boa verdade, bastaria que a irresponsabilidade e inimputabilidade que se observam na sociedade cá fora – com os espertos a escaparem a todo o tipo de pecados e pecadilhos com recurso a habilidades – não fossem transpostas para o universo escolar.

E já agora que a equipa ministerial não tivesse o discurso que tem há três anos de permanente confronto com os professores.

Porque, vamos ser honestos, não fomos nós que começámos a atear a lareira que já estava acesa…

A culture of evaluation in Danish schools

By Minister for Education Bertel Haarder

(…)

In 2004, the Danish Evaluation Institute published an evaluation which showed that the evaluation culture in the Danish primary and lower secondary school system is very poor, even though it was integrated in the Folkeskole Act already in 1993 that running tests and evaluation must be made as part of the teaching activities. A group of experts from the OECD have pointed out the same issue.

For this reason, an extensive pedagogical tool kit will now be made available to the individual teacher. The toolkit will provide information on evaluation methods and initiatives to be taken in order to remedy a pupil’s poor progress in a given subject.

As part of this initiative, we shall introduce ten compulsory tests to be passed during the course of primary and lower secondary education: four reading tests, two mathematics tests and one test in each of the four subjects of English, physics/chemistry, geography and biology. The tests will be developed on the basis of the most recent research on each subject area. They are adaptive, that is, that they adapt to the skills base of the individual pupil. The pupil will answer some initial questions that determine the level of difficulty of the subsequent questions. This process provides a profile which the teacher can apply to the teaching approach. The tests take up a relatively modest amount of time (approximately ten hours of the approximately 7,000 hours that make up the course of primary and lower secondary school), but they constitute a solid investment in monitoring the progress of a pupil and in dealing proactively with poor learning results.

The test results will be confidential in relation to the individual pupil, the class, the school, the municipality and the region. The results may not be applied to ranking the pupils. Each year a national performance profile will be published at national level for the individual subjects, so that for instance the teacher will be able to compare the results of a given class with the general achievement level for Denmark as a whole. Without ranking.

(…)

The responsibility for the schools rests with the municipal councils. An evaluation carried out by the Danish Evaluation Institute in 2005 shows that in practice there are great differences in the way this responsibility is administered. Therefore, the bill incorporates the demand that municipalities must draw up a quality report every year to describe the schools of the municipality, the academic level achieved and the pedagogical development, etc.

In addition, the local authority must draw up action plans to improve the level in cases where an overall assessment shows that the academic achievement of a given school is not satisfactory. All findings and initiatives must be discussed by the municipal council, so that the elected representatives will be provided with a basis for monitoring the development. It is important that management at all levels, as well as the Ministry of Education and research scientists are provided with better documentation of good practice. I am looking forward to the point at which we shall be able to “praise” our way to better schools rather than becoming depressed by underachievement.

Quem diria?

Understanding & Preventing Teacher Burnout

Many teachers find the demands of being a professional educator in today’s schools difficult and at times stressful. When work stress results in teacher burnout, it can have serious consequences for the health and happiness of teachers, and also the students, professionals, and families they interact with on a daily basis.

THE NATURE OF THE STRESS RESPONSE

When a potentially threatening event is encountered, a reflexive, cognitive balancing act ensues, weighing the perceived demands of the event against one’s perceived ability to deal with them (Lazarus & Folkman, 1984). Events perceived as potential threats trigger the stress response, a series of physiological and psychological changes that occur when coping capacities are seriously challenged. The most typical trigger to the stress response is the perception that ones’ coping resources are inadequate for handling life demands. According to current models of stress, we are constantly taking the measure of the daily demands we experience in life and comparing this to the resources we possess for dealing with them. If our resources appear equal to the demands, we view them as mere challenges. If, however, demands are viewed as exceeding our resources, they become stressors and trigger the stress response.

Stage 1: Recalcitrant Behavior
The Power Stage: Might Makes Right!

Stage 2: Self-Serving Behavior
The Reward/Punishment Stage: “What’s in It for Me?”

Stage 3: Interpersonal Discipline
The Mutual Interpersonal Stage: “How Can I Please You?”

Stage 4: Self-Discipline
The Social Order Stage: “I Behave Because it is the Right Thing to Do.”

Desenvolvimento aqui.