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O Público dedicava ontem um par de páginas ao enorme logro que se começa a descobrir ser a bolonhização do nosso Ensino Superior, pois não são poucos a admitir que as adaptações se ficaram fundamentalmente pelo encurtamento dos cursos que, depois para terem sentido, necessitam de um segundo ciclo de estudos (que tem o nome formal de mestrado).

É óbvio que, em conjunto com o que se está a fazer no Ensino Básico e Secundário e com o programa Novas Oportunidades, a Universidade também precisaria de baixar ainda mais os seus padrões de funcionamento, caso contrário o insucesso deslocar-se-ia em peso para os cursos superiores.

Assim ficam mais maneirinhos e acessíveis, tipo Ensino Secundário Superior.

Claro que a generalidade dos mestrados (em especial os integrados como os exigidos para a docência) são uma absoluta ficção, para mais desnecessária em muitas situações. Uma licenciatura a sério chegaria. Mas assim é mais gongórico sair na Universidade transformado logo em mestre.