O Expresso não tem os meus pruridos e vai daí já colocou tudo na sua edição online: notícia e acesso directo ao vídeo em que uma professora é agressivamente confrontada por uma aluna, quando lhe tenta retirar o telemóvel (cujo uso nas aulas a maioria do Regulamentos Internos proíbe, salvo em casos excepcionais), enquanto outro aluno filma a ocorrência e os outros assistem divertidos ou inactivos:
Na Escola Secundária Carolina Michaelis
Professora brutalizada por tirar telemóvel na aula
Numa escola do Porto, uma aluna resistiu à professora que tentou retirar-lhe o telemóvel durante uma aula. (Veja vídeo no fim deste texto)
Aguardam-se agora os comentários doutorais de Fernando Madrinha e Henrique Monteiro sobre:
- A substância dos actos (a culpa deve ter sido da professora, que tentou limitar a liberdade da aluna e mesmo o seu direito à propriedade).
- A forma da notícia (nada sensacionalista e perfeitamente respeitadora de todos os princípios deontológicos em curso).
Porque eu concordo com a notícia dos factos e acho que devem ser amplamente conhecidos e não reduzidos a episódio singular que não é.
Mas outra coisa é a apetência por colocar o «vídeo no fim deste texto».
Espero igualmente a reacção indignada, nos dois planos, do ministro Augusto Santos Silva.
Quanto à ME, se for muito instada a pronunciar-se, deverá considerar o caso como «caricatural» e um mero «caso dramático individual».