Longa entrevista, dada a António Ribeiro Ferreira, autor de um dos artigos de opinião mais trauliteiros das últimas semanas sobre os professores.

Por ser longa e se espraiar por diversos afluentes não é possível uma análise rápida de tudo o que é dito. Embora seja globalmente uma entrevista boa, clara e dando muita informação útil para quem queira perceber destes assuntos sem ser por soundbytes.

Pontos positivos: a existência de uma proposta comum dos catorze sindicatos para negociação com o ME. A desmontagem do discurso ministerial que procura fazer confundir avaliação com classificação.

(…) a senhora ministra confunde, ou se não confunde quer que as pessoas confundam. Confunde duas coisas. Avaliação com classificação. Os sete mil de que a senhora ministra fala, não sei se são ou não, mas o Ministério certamente saberá e certamente fala verdade, são os contratados que necessitariam de ter uma classificação de serviço. Mas a classificação é o último passo de todo o processo. Ou seja, o processo de avaliação tem entrevistas, tem observações, tem fichas, tem isso tudo.

Pontos negativos: o não se perceber (ainda) muito bem qual seria o modelo formal da avaliação proposta pela Plataforma Sindical e alguns desvios de linguagem desnecessários que acabam em manchete, quando o jornalista é o que se já sabia.