Filtrar imensos mails que desataram a circular com mensagens apócrifas e destinadas a criar ruído.

Não sou filiado, nem advogado da FNE, mas quer-me parecer que aquele mail que por agora aí dá voltinhas à caixas de correio pretende tão somente «desestabilizar», para usar vocabulário alheio.

Até pode ser que o ME tenha oferecido mais à FNE à mesa das negociações do que fez à Fenprof, numa tentativa de isolar esta e acusá-la de irredutível.

No entanto, acredito que existam canais de contacto estabelecidos – e de boa-fé, espero – entre todos os elementos da Plataforma Sindical, o que deverá ser suficiente para evitar mal-entendidos, apesar de eventuais diferenças de posições.

Aliás, até sou suspeito nesta matéria, porque acho que esta fase da «luta» deveria ser rapidamente ultrapassada, pois consome tempo e energia necessários para outras iniciativas.

O que se passa é apenas que a alguns interessa o estabelecimento de um clima de intriga. E quem multiplica os boatos deve perceber que apenas está a prestar um serviço a quem o faz circular.

E mais existirão, lançados das mais diferentes fontes, mas sempre com o intuito de estabelecer a confusão.

No entanto, algo o ME, os Sindicatos e o Conselho de Escolas deverão perceber: os certamente mais de 120.000 professores insatisfeitos (os da manifestação, mais os outros com fobia a multidões), mesmo tendo eventuais alinhamentos, não são posse de ninguém e terão sempre a última palavra, independentemente dos jogos de gabinete.

Esse tempinho das soluções entre quatro paredes já passou.

Convençam-se disso. Todos!