Se há coisa que tenho gostado nestes últimos meses é que os professores desenvolveram o salutar hábito de não darem a outra face, fazendo os possíveis por ripostar na mesma moeda a opinadores ignorantes e mal-educados. O caso de Emídio Rangel, o hooligan do berbequim, foi um desses. Esta semana voltou ao tema, com um pouco mais de maneiras à mesa e já apenas cospe disfarçadamente para o guardanapo, para evitar olhares reprovadores, pedindo desculpas pelos dislates asininos da passada semana.
Mas mesmo assim merece levar com o texto «Coisas de Circo» assinado pelo Sestércio, de onde destaco uma passagem:

Pergunta, por fim, com pueril surpresa, “como é possível que os professores e os sindicatos se manifestem violentamente contra as mudanças para impor um sistema de ensino exigente e qualificado em Portugal”. O senhor Rangel não percebeu nada do que se passou no dia 8: a manifestação ocorreu precisamente para impor um sistema de ensino exigente e qualificado em Portugal. Quem acompanha de perto a educação sabe que as medidas tomadas por este governo não têm esse objectivo. Se o senhor Rangel conhecesse o estatuto do aluno, as novas oportunidades, a inclusão dos resultados dos alunos como item de avaliação, saberia que a estatística é o leitmotiv deste governo e a exigência e a qualificação são valores para impor… aos outros.