Esqueçamos a retórica inflamada dos intervenientes e concentremo-nos nos factos.

Na minha opinião, e olhando a partir da minha cadeira, a avaliação dos docentes, tal como inicialmente idealizada no novo modelo idealizado pelo ME está morta, excepção feita à questão das quotas.

Perante a rebelião generalizada dos docentes, titulares-avaliadores incluídos, o ME recuou para posições que revelam já um razoável minimalismo:

  • Tem que haver avaliação (já havia, só muda o modelo).
  • Essa avaliação deve ser simplificada (quem a complicou foi o ME).
  • As Escolas devem gerir e flexibilizar as agendas e metodologias da avaliação (podiam ter pensado nisso desde o início).

Do modelo original restarão a breve prazo meros frangalhos, fragmentos desconexos com uma única preocupação: salvar a face a todo o custo, mantendo a ficção de uma avaliação rigorosa e o mecanismo das quotas.
O que nos faz pensar se, eventualmente, essa não será a última trincheira que o ME traçou para esta batalha.

O que nos pode levar a pensar se não será altura de – a confirmarem-se estas evoluções – a contestação tornear esta trincheira e dedicar-se a outro objectivo, ou seja, a apresentar modelos alternativos para a organização da carreira, o que passa naturalmente pela construção de modelos diferentes para o desenhado pelo Estatuto da Carreira Docente.

Mas nunca esquecendo algo muito importante: renovada a legitimidade maioritária em 2009, a vendetta não se fará esperar…