asampaio.jpg

Na Visão de hoje, Áurea Sampaio coloca a questão em termos pertinentes:

Entre fazer avaliação e não fazer avaliação, há outros caminhos.

Claro que os há.

Por exemplo, aplicar aos docentes a mesma metodologia que se usa na introdução de novos sistemas de avaliação com os alunos.

Quando se introduzem novas regras de avaliação, isso acontece no ano inicial de cada ciclo de escolaridade e não em todos: começa-se pelos 1º, 5º, 7º e 10º anos, por exemplo. E segue-se daí em diante. Quem já está num ciclo, continua até finalizar esse com as regras do início.

É normal estarem em vigor dois sistemas de avaliação diversos. Até mesmo em termos de disciplinas, como ocorre no Secundário.

No caso dos professores,  feito o reposicionamento – esqueçamos agora as regras específicas contestáveis e a recusa da fractura da carreira e consideremos a questão em abstracto – os professores que estivessem no primeiro ano dos novos escalões eram introduzidos no novo sistema e seguiam por aí adiante. Os outros completavam os módulos com as regras antigas.

Dessa forma, era possível ir aplicando as novas regras a fatias de 20.000-25.000 docentes, no máximo, em cada ano lectivo, aproveitando para ir aperfeiçoando o sistema.

À medida que completassem cada escalão, os docentes que transitassem para o novo, passavam então para as novas regras.

Seria um método gradual, coerente e que permitiria a todas as escolas irem testando as novas metodologias em cerca de 20% dos docentes de cada vez.

Chama-se a isto reformar um sistema de avaliação (ou qualquer outro).

O que está a acontecer é outra coisa cuja designação técnica não me ocorre bem.