Impressões dos dias seguintes
(…)
Vejo, hoje, dia 12 de Março de 2008, numa conferência de imprensa da equipa que governa o ministério da Educação, um sinal de que tudo deve ficar como está. Começou, a senhora ministra, por dizer: “tem de simplificar-se o processo e retirar a referência aos objectivos”.Depois, voltou aos já conhecidos e estafados argumentos. Estranho, muito estranho.
Teremos um governo entrincheirado atrás de uma ministra?
Teremos uma ministra, plenamente convencida dos seus “justos” argumentos, em roda livre e a “lutar” contra tudo e contra todos?
Qualquer das situações seria uma coisa descomunal, já se vê.
Março 12, 2008
Sugestões Blogosféricas – Correntes
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Sugestões[162] Comments
Março 12, 2008 at 11:05 pm
O QUE É NECESSÁRIO MAIS DIZER!!!!!?????
Caros colegas
Em anexo segue o Comunicado em que o SPZCentro alerta para a nulidade de todos os procedimentos da Avaliação de Desempenho.
Agradeço a divulgação aos colegas e nas Escolas onde trabalham.
Saudações Cordiais
Joaquim Messias
Coordenador da Delegação de Viseu do SPZC
Março 12, 2008 at 11:05 pm
Paulo,
Se algum sindicato ceder perante o ME o que poderemos fazer?
Estou completamente desanimada…
Março 12, 2008 at 11:08 pm
COMUNICADO:
A Direcção do Sindicato dos Professores da Zona Centro
Nulidade no processo
de avaliação de desempenho
Como é do conhecimento público, os procedimentos conducentes ao processo de avaliação de professores
encontram-se suspensos em virtude do deferimento de uma providência cautelar interposta no
Tribunal Administrativo de Lisboa, dela resultando uma suspensão automática do despacho do Senhor
Secretário de Estado da Educação datado de 24/1/08, bem como das recomendações que nele se
basearam (cfr. a este propósito o artº 128º nº 1 do CPTA – Código Processo Tribunais Administrativos).
Deste modo, o Ministério da Educação (ME) encontra-se legalmente impedido de praticar quaisquer
actos, tomar decisões ou dar instruções, escritas e/ou verbais, que configurem uma execução do referido
despacho, bem como das recomendações que nele se basearam.
Sucede que o ME, com as instruções escritas na página oficial da Direcção Geral dos Recursos Humanos
da Educação (DGRHE), as quais, não possuindo timbre nem assinatura, atribuem às escolas a
“responsabilidade pela fixação dos prazos estabelecidos” no Dec-Reg. nº 2/2008, de 10-01, contendo
indicações precisas sobre os procedimentos a adoptar, está a executar o referido despacho pelo que,
está a desobedecer ao decidido pelo tribunal e a violar o disposto no artº 128º do CPTA.
Acresce que, dando cumprimento ao nº 2 do artº 205º da Constituição da República Portuguesa (CRP),
preceitua o nº 1 do artº 158º do CPTA que, as decisões dos tribunais administrativos são obrigatórias
para todas as entidades públicas e privadas e prevalecem sobre as de quaisquer autoridades administrativas,
acrescentando por sua vez o nº 2 do mesmo artº 158º que, a prevalência das decisões dos
tribunais administrativos sobre as das autoridades administrativas implica a nulidade de qualquer acto
administrativo que desrespeite uma decisão judicial e faz incorrer os seus autores em responsabilidade
civil, criminal e disciplinar, nos termos previstos no artº 159º.
Assim sendo, entende o SPZCentro que quaisquer actos ou decisões das escolas sobre os instrumentos
de registo da avaliação de desempenho, bem como qualquer acto de execução do despacho do
Senhor Secretário de Estado da Educação, datado de 24/1/08, são, face ao supra exposto, completamente
nulos e fazendo incorrer os seus autores em responsabilidade civil, criminal e disciplinar.
A Direcção do Sindicato dos Professores da Zona Centro
Coimbra, 12 de Março de 2008
Março 12, 2008 at 11:10 pm
Quadratura do Círculo SIC Notícias!
Março 12, 2008 at 11:12 pm
Subscrevo a LS.
Estou muito desanimado.
Tenho a clara sensação que a nossa montanha vai parir um rato…
Março 12, 2008 at 11:16 pm
sic notícias – Jorge Coelho …
Março 12, 2008 at 11:19 pm
Jorge Coelho começou bem mas já está a asnear. Será que está a fazer dos professores parvos?
Março 12, 2008 at 11:20 pm
Jorge Coelho continua a dizer que não havia nenhum sistema de avaliação!!!
Março 12, 2008 at 11:24 pm
Bem.
Bem.
Bem.
Bem.
De acordo com Jorge Coelho, afinal, andamos todos empolgados. Andamos todos anestesiados com isto das manifestações e quando cairmos em nós, vamos todos, finalmente, perceber que afinal nós o que não queríamos era mesmo trabalhar e que a ministra é que tem razão.
Bem.
Bem.
Bem.
Bem.
Março 12, 2008 at 11:25 pm
O Pacheco Pereira acabou de dizer que esta manifestação não se torna a repetir.
Pois eu acho que ele está enganado.
Sou só eu?
Março 12, 2008 at 11:25 pm
I.S
Os sindicatos têm de sentir que continuamos mobilizados…ou não continuamos?! Se assim acontecer, faço o possível por acreditar que, por agora, não haverá cedências. Ou seja, se o meu sindicato pactuar, o mínimo que seja, com o governo…não vê mais um tostão meu!
Março 12, 2008 at 11:26 pm
Pacheco Pereira também nos acha burros…
Março 12, 2008 at 11:28 pm
Criou-se uma onda, dizem eles…
Ora e se criássemos um TSUNAMI?!!!
Vocês desculpem esta excessiva participação, mas eu estou neste momento mais indignada que ontem ou anteontem ou há uma semana ou há um mês ou há um ano.
Março 12, 2008 at 11:31 pm
É certinho que com a interrupção das aulas na páscoa os professores desmobilizam. Perdemos a força e a união. Ou bem que há acções durante essas duas semanas, e independentes dos sindicatos, ou a Min da Educação leva a dela adiante, como eu não tenho dúvida que acontecerá…
Março 12, 2008 at 11:31 pm
Ora pensam que estamos de ego cheio e acabou?Não me parece.
Março 12, 2008 at 11:32 pm
Se não mostrarmos ao país que a nossa luta é mais importante que os dias sem aulas da páscoa… perdemos!
Março 12, 2008 at 11:32 pm
“Quadratura do circulo”: Aqueles comentadores estão p arvos ou quê?!!! Acham que já aliviamos a nossa frustração e que agora está toda a gente contentinha e com mais um acertozito aqui e ali fica tudo BEM!!!
Março 12, 2008 at 11:33 pm
Outra vez 100000 em Lisboa! Não custa nada.
Março 12, 2008 at 11:33 pm
Concluindo: contentámo-nos com a onda e acabou! Porque será que tenho a impressão de estar a ser gozada?
Março 12, 2008 at 11:34 pm
A ministra e o governo vêm com aquela arrogância toda, pois é essa a percepção que têm disto. O pessoal já está contente e a contestação irá diluir-se!
Março 12, 2008 at 11:34 pm
Essa indignação é saudável. Eu se tivesse que voltar a Lisboa este fds voltaria!A minha indignação leva-me onde for necessário!
Março 12, 2008 at 11:35 pm
Estamos completamente a ser gozados!
Março 12, 2008 at 11:35 pm
Estou a ficar furiosa com isto! Serei só eu a ter este sentimento?
Março 12, 2008 at 11:37 pm
Eu não me sinto gozada porque não perco tempo a ouvir esses comentadores de bancada a asneirar! A eles dão-lhes tempo de antena…
Março 12, 2008 at 11:38 pm
Comentári do colega Ramiro Marques no seu blog…Oxalá não tivesse razão!!!!
“Inclino-me a pensar que os sindicatos vão, mais uma vez, desmobizar os professores a troco de coisa nenhuma. Umas cedências de pormenor, mantendo o modelo tal como está, para dar a ideia de que houve recuo e que todos ganharam. Se assim for (oxalá me engane!), será uma desgraça para os professores. Com os professores de joelhos, outras malfeitorias virão: fim das pausas da Páscoa e do Natal, escolas abertas e com alunos durante a Páscoa e o Natal, formação contínua aos sábados, etc. A profissão tal como a conhecemos está em vias de acabar. A escola pública vai morrer. As classes alta e média alta vão colocar os seus filhos em colégios privados e as escolas públicas transformar-se-ão em imensos CEFs onde não se aprende nada, apenas se guardam crianças e adolescentes. Os professores assistirão ao nascimento de um outro estatuto, ainda pior que o actual: o estatuto de prestadores de cuidados sociais e de empregados domésticos dos pais.”
Março 12, 2008 at 11:38 pm
e vocês contribuem para as audiências
Março 12, 2008 at 11:38 pm
Vamos outra vez a algum lado… Eu vou a todos! Estou farta de quem fala do que não sabe, de quem po~e a bandeira da «avaliação» à frente e se esquece de tudo o que está atrás. Estou farta disto.
Março 12, 2008 at 11:38 pm
Estou de acordo com o José Oliveira, eles estão claramente à espera que as Férias nos desmobilizem. É revoltante a forma como falam de nós e como continuam a tecer elogios à ministra e à sua excelentíssima política.São um bocadinho asnos… não percebem que assim só alimentam a chama da nossa revolta.
Março 12, 2008 at 11:39 pm
Cuidado, que corre-se o risco de ser tudo verdade. Mas se os sindicatos falharem a representação dos professores, é preciso que os Movimentos estejam preparados para apanhar os cacos e prosseguir.
Basta ver que a Fenprof começou por não ter o apoio dos restantes sindicatos e depois chegaram-se todos por causa do movimento alternativo da net, dos SMS e dos Movimentos de Professores. A Fenprof lançou a semente, mas quem fez desabrochar a árvore foi o movimento paralelo.
Se os professores nas escolas e nos seus círculos pessoais não mantiverem a pressão, os próprios sindicatos podem sentir a tentação…
A mim soube-me a muito pouco a lista de exigências da Fenprof. Todos esperávamos que a exigência fosse a revogação do DR 2/2008 e que começasse tudo de novo.
Março 12, 2008 at 11:39 pm
Quer queiramos quer não, eles acabam por ter a sua importância. A percepção que eles têm da situação, quanto a mim, dá para avalizar do sentimento reinante entre a classe política.
Março 12, 2008 at 11:39 pm
Não fomos a Lisboa para fazer bem ao ego. Isso quanto muito foi um side efect. O que está em jogo é muito mais vasto. O ar paternalista do ppereira chateia. Perguntem à mulher do Costa porque que lá estava
Março 12, 2008 at 11:41 pm
Os sindicatos vão desmobilizar os professores? Foram os sindicatos que mobilizaram os professores ou que se aproveitaram do movimento de professores indignados?
Março 12, 2008 at 11:42 pm
Ou actuamos rapidamente, ou vamos ficar na mesma. Temos de começar a pensar muito bem qual é o passo seguinte.Estou com um mau pressentimento. Não confio na FNe…
Março 12, 2008 at 11:42 pm
O pior meus caros é que embora me custe a dizer -e já o tenho dito aqui- é que gritos não bastam á que agir ou a onda esvai-se e desaparece qual tsunami inconsequente.
Aqui vai para animar uma música apreceito
Março 12, 2008 at 11:43 pm
Se os sindicatos recuarem e se contentarem com umas migalhitas, a solução está nos movimentos independentes de professores.
Segundo os comentadores, ninguém pode perder a face e quem se l ixa somos nós!!!
Março 12, 2008 at 11:43 pm
Eu quero lutar… muito! Quero sentir, daqui a algum tempo, orgulho na mudança a sério que podemos implementar no ensino.
O que acontece é que acho que estamos a perder tempo com estas esperas. A inesquecível manif de sábado não pode ser inconsequente. Temos de continuar… Já!
Março 12, 2008 at 11:44 pm
“sentimento reinante entre a classe política”… pois eles têm que se precaver porque até a Igreja diz que “necessários e fundamentais são os professores” os políticos são desnecessários.
Março 12, 2008 at 11:44 pm
Temos de estar atentos e saber o que queremos. Existe porém um facto, os sindicatos sentem-se ultrapassados pelos acontecimentos. E isto eles não gostam! Por esse motivo temos que marcar um ritmo. Não parar de exigir aos sindicatos aquilo que sentimos, sem marginalizá-los. Chegou a hora dos movimentos espontâneos genuinos dialogar com os sindicatos, fazer com estes convirjam, não deixando que estes permaneçam em capelas de diversos interesses.
Março 12, 2008 at 11:45 pm
Se isto se ficar por aqui, seremos massacrados para o resto da vida. Ninguém conseguirá levantar cabeça!
Março 12, 2008 at 11:45 pm
Deveria necessariamente haver alguma acção de protesto significativa durante a pausa lectiva!
Eu vou a qualquer lado! Lá ao comício do PS, não me parece nada bem.
Março 12, 2008 at 11:45 pm
Sinto exactamente o mesmo que Ramiro Marques, e esse sentimento é a fonte das minhas angústias. Ou nós aproveitamos este momento para lutar, a sério, pela qualidade da Escola Pública, ou tudo o que fizemos nestes ultimos tempos foi inútil e estamos a dar razão aos senhores que estão neste momento na SIC.
Março 12, 2008 at 11:46 pm
O problema é que continuamos a ser comandados pelos políticos! E os que estão lá não querem saber de ninguém! Nem do Papa!
Março 12, 2008 at 11:47 pm
Parece-me que os Movimentos têm de voltar a entrar em acção. Estou-me a lembrar, por exemplo, do de Leiria.
Março 12, 2008 at 11:48 pm
O que está escrito no “doportugalprofundo”:
Um erro na luta dos professores pela sua dignidade e valorização consiste na redução do problema à ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Compreende-se o interesse táctico dos sindicatos nessa redução: os sindicatos ligados ao PS querem proteger o primeiro-ministro; os sindicatos ligados ao PC não querem pôr em causa a utopia de uma aliança com o PS. O que não se compreende é a adesão dos professores a essa táctica que os sacrifica a interesses partidários egoístas.
A solução para o impasse é simples: o alvo da indignação deve ser transferido da ministra para o primeiro-ministro José Sócrates.
Tal como no caso das políticas do Ministério da Saúde, só quando as populações começaram a manifestar o seu descontentamento a José Sócrates é que este decidiu substituir o ministro Correia de Campos e suavizar a política de lock-out de hospitais e centros de saúde. Se os professores deixarem de atacar politicamente a ministra para passar a contestar o primeiro-ministro é que esta será demitida e a política mudada. Imediatamente.
Março 12, 2008 at 11:49 pm
Há algum jurista, não sindicalista , que possa confirmar a veracidade do postado em 3?
Março 12, 2008 at 11:50 pm
Eu proponho o seguinte… Comecemos a mobilizar via sms e e-mail todos os nossos conhecidos e colegas para vigílias ininterruptas durante as férias da páscoa. Acho que é pouco mas é importante manter a chama acesa!
Eu comprometo-me a lançar já hoje um e-mail a convocar todos os profs do distrito de Viana do Castelo (o meu) a reunirem-se, a partir de 4ª feira da semana que vem (não se esqueçam dos conselhos de turma de avaliação) para uma vigília ininterrupta durante todos os dias até ao regresso das aulas.
Março 12, 2008 at 11:52 pm
Éu confio no Mário Nogueira. Inspira-me confiança. Não me parece que lhe interesse a «face».
Março 12, 2008 at 11:57 pm
Os movimentos independentes não se podem demitir do papel de dinamizadores. Foram muitos os professores que chegaram a acreditar que a sociedade civil é capaz de se indignar com dignidade – não desperdicemos a hipótese de dar uma lição aos políticos.
Março 12, 2008 at 11:58 pm
Temos que demonstrar aos Jorges Coelhos, Pachecos Pereiras e Lopos Xavieres deste país que esta luta é para continuar.Chegou a hora de tomarmos o pulso à situação, exigindo dos nossos sindicatos e de nós próprias uma luta desgastante (tipo guerrilha) de modo a que o governo entre num beco sem saída.
Março 12, 2008 at 11:59 pm
Só sei que me foi dito, antes da manifestação, que numa reunião sindical(não estive presente e, por isso, não ouvi de viva voz) tinha sido afirmado para não ter grandes esperanças em mudanças. Assim, se os sindicatos (lembrem-se que alguns foram a reboque quando se aperceberam da dimensão da insatisfação) recuarem, resta a NOSSA luta.
Espero que tenham a sensatez de saber o que pensa a classe e nós temos de saber até onde estamos dispostos a ir.
Março 13, 2008 at 12:00 am
O PACECO tocou na mouche: este movimento não tem expressão fora da manisfestação, não produz efeito imediato( greve )porque para isso era preciso que esse movimento fosse consequente e realmente paraece-me que vamos morrer na praria a menos que não se faça algo e rapidamente.
Dar a todos positiva na Páscoa é um exemplo já que não temos nem os tomates dos gregos nem os odenados para fazer uma greve resta-nos muito pouco ou quase nada.
quem não aparece esquece,
Março 13, 2008 at 12:00 am
Balanço da nossa resistência:
-100.000 na rua. Atenção, srs governantes, tantos professores não pode estar assim tão enganados durante tanto tempo sobre tanta coisa, porque não é só de avaliação que se trata!
– muitas figuras de relevo da nossa praça foram progressivamente revelando a sua compreensão e até a sua solidariedade face às razões dos nossos protestos, pelo que neste momento a muralha já apresenta estragos consideráveis.
Acho que tem corrido muito bem até agora. Mas acho que não podemos abrandar e acho que temos que fazer algo proximamente. Esperar um pouco para ver ma non tropo, usando a expressão do Paulo…
Março 13, 2008 at 12:01 am
Não podemos deixar a nossa luta nas mãos dos sindicatos.
Não podemos deixar a nossa luta perder a força com a interrupção da páscoa.
A partir da 4ªfeira, dia 19 de março, a partir das 18.30, todos os professores do distrito de Viana do Castelo estão convocados para participar, por turnos, numa vigília ininterrupta até à 2ª de começo do 3º período, a realizar na Praça da República.
Esta acção repetir-se-á nas outras capitais de distrito e cidades do país.
Vamos mostrar a Portugal que a qualidade e a defesa do nosso ensino é para nós mais importante do que a pausa da Páscoa.
Reenvia!
Março 13, 2008 at 12:01 am
Infelizmente não tens razão, emn.
Março 13, 2008 at 12:02 am
Sinceramente, acho que eles ficaram tão “abananados” com a dimensão da manifestação que não conseguem entender que a insatisfação que a motivou continua e que poderá dinamizar outras acções.
Não se esqueçam que os portugueses têm andado adormecidos nestes últimos tempos que já se acreditava que isso era para continuar.
Março 13, 2008 at 12:02 am
Este já está a circular…
Março 13, 2008 at 12:02 am
Meu deus quantos erros está na hora da caminha..
deixo-vos uma música para suite dreams (outros tempos cheos de utopias e vontade mudar as coisa..)
Março 13, 2008 at 12:02 am
emn, msg!
Março 13, 2008 at 12:05 am
Manuel Alegre considera que o comício do PS, agendado para o próximo sábado no Pavilhão da Académica, no Porto, não é uma resposta adequada à dimensão da manifestação dos professores no sábado passado em Lisboa.
http://www.manuelalegre.com/
Março 13, 2008 at 12:09 am
Este ME criou o mais vergonhoso e injusto concurso dos últimos tempos: O de Prof. Titular e insiste em mantê-lo só por questões economicistas. Revoltante!
Março 13, 2008 at 12:10 am
Não tenho dúvidas: é agora ou nunca! Temos que ter uma estratégia de desgaste contínuo desta equipa minsiterial…
Março 13, 2008 at 12:10 am
Eu sou pela luta passiva! Tipo Ghandi. Ninguém nos pode obrigar a fazer uns instrumentos tão difíceis…na Páscoa fazemos uma escala e vamos trabalhar para a escola e inundamos o ME,as DR e os CAEs com questões. De vez em quando saímos à rua todos à mesma hora em todo o país à noite por exemplo. E se for preciso marcamos outra marcha bem grandinha!!!
Março 13, 2008 at 12:10 am
Convoquem as vigílias para os vossos distritos e divulguem aqui tb…
Março 13, 2008 at 12:13 am
Hum!, agora sou colocado em análise em cabo? A taxa que pago de audiovisual não dá para isso. Para que se saiba, registo não aceder senão aos meios transmissores de telenovelas.
Alguém terá a amabilidade de me resumir o que tão doutas figuras públicas verbalizam longe do português comum?
Março 13, 2008 at 12:15 am
No período da interrupção na Páscoa é para nos reunirmos…E …E …Claro.
Março 13, 2008 at 12:21 am
Seria conveniente criar um blog apenas para coordenar as vigílias e outros processos de desgaste.
Março 13, 2008 at 12:21 am
O Xavier falou bem. «Muita expressão – algo tem de mudar»
Jorge Coelho – «Conheço mts prof, (até jantaram lá em casa … família) daqui a um tempo os professores vão agradecer a avaliação porque serão mais valorizados.
PP – Os profs estão com o ego cheio – agora interessa aos sindicatos não perder a face e ceder.
Março 13, 2008 at 12:24 am
PP – diferença com Correia de Campos -reacção corporativa e não da população. A população está tranquila…..
Março 13, 2008 at 12:28 am
Ânimo!
Parece que houve hoje mais uma manifestação de professores (da Escola do Viso) em Viseu!
Março 13, 2008 at 12:28 am
E o que disse o Conselho de Escolas?
Conselho das Escolas quer que em 31 de Dezembro de 2009 todos os professores estejam avaliados
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/ea7370289bd12fd6b25f54.html
Março 13, 2008 at 12:31 am
O facto de se ir fazer a avaliação dos contratados e dos que mudam de escalão irá demonstrar publicamente (servindo os interesses da ministra) que o processo é exequível.
Imaginem o aproveitamento político disso e a repercussão na opinião pública.
Março 13, 2008 at 12:31 am
Que desilusão este CEscolas
Março 13, 2008 at 12:31 am
João Serra, O Cartel concentrou as informações que foi recolhendo pela net de todas as manifestações de rua assim como a “Sala de professores”. É uma questão de contactarmos os administradores. A Sala de Professores tem mais de 12000 registados e o administrador pode enviar um mail para todos.
Março 13, 2008 at 12:33 am
A 3ª Secretaria de Estado do Ministério da Educação aos costumes disse nada!
Março 13, 2008 at 12:34 am
A “população que eu conheço” não está nada tranquila…
Março 13, 2008 at 12:35 am
Por os Conselhos de Escola terem decidido que a avaliação será feita é que a ministra recuou.
Os Conselhos de Escola querem ficar “bem na fotografia”. Se calhar, alguns até vão ser Director.
O que deviam ter feito era salientar os aspectos negativos do modelo e solicitar a sua alteração.
Março 13, 2008 at 12:37 am
Concordo com algumas partes do comentário 51.De certa maneira o esperto do PP tem a noção do que esta movimentação pode gerar(uma GREVE à qual só muito poucos adeririam por motivos económicos e outros),ou que pode não gerar devido ao que fazer com esta força por parte dos sindicatos.
Eu acredito em duas formas de luta:
1- a nível sindical e jurídico;
2- a nível de resistências NAS ESCOLAS(aproveitando, aliás, o que o ME anda a dizer)
Já quanto a mais vigilias e manifestações em onda, tenho sérias dúvidas quanto à sua eficácia.
A resistência nas escolas, especialmente para quem põe em causa os sindicatos ou uma greve, é, no meu ponto de vista a melhor solução. Os registos e grelhados não devem ser aprovados nos orgãos de gestão das escolas e nas estruturas intermédias? ENTÃO?!!!
Esta devia ser a nova onda.
Março 13, 2008 at 12:38 am
Minha cara os conselhos e escola -pela amostra do seu repersentante- é de um
lambebotismo indefectival – em bom inglês cocksucker.
Março 13, 2008 at 12:41 am
O que a Anas dia no comentário 71 é muito importante.É essa a jogada. com que autoridade vamos contestar o modelo se o aplicarmos?
Março 13, 2008 at 12:43 am
o que diz franc. jose viegas
Francisco José Viegas chama a atenção para os comentadores que, a propósito da manifestação de professores, andam “de peito cheio a pedir «ponha-os na ordem, senhora ministra». O que é curioso é que nunca deu para reparar que esses mesmos comentadores alguma vez tenham escapado ao gigantesco consenso que, a cada nova dificuldade, se vira para a escola à procura da solução para todos os problemas com que o país se vai deparando.
Hoje não temos professores, ou melhor, aos professores é-lhes também pedido que sejam animadores socioculturais, orientadores vocacionais, assistentes sociais, ambientais, sexólogos, educadores para o consumo, cidadania, higiene alimentar ou regras de trânsito, nunca esquecendo as novas tecnologias e as dezenas de horas de burocracia. Este processo é paralelo à desvalorização social do trabalho dos docentes, do qual o exemplo máximo é mesmo o discurso da actual equipa da 5 de Outubro. Ainda no sábado, e dizendo que compreende algumas das razões da insatisfação dos professores, a ministra lá deixou escapar que uma delas era o acréscimo de trabalho com a entrada de novos alunos no sistema…
Depois de lhes pedirem para fazerem de ama seca da sociedade, e de mesmo assim se verem enxovalhados pelo ministério e opinião publicada, admiram-se que os professores se juntem em massa. Por muito oposição que exista ao modelo de avaliação – mais a mais com o despautério que presidiu à criação dos professores titulares -, ela não consegue explicar, por si só, esta mobilização sem precedentes. O que se passa é mais profundo. Os docentes estão fartos da papelada, da burocracia, das portarias e despachos contraditórios que se anulam uns aos outros, sem sequer se conhecer a avaliação dos seus resultados. Disso e de um Governo que os chama de “professorzecos”. Tudo junto é uma mistura explosiva que não augura nada de bom. Com ministra ou sem ela, o problema está aí para durar. E o governo não parece saber descalçar esta bota que é bem mais persistente do que a justificada oposição à ministra Maria de Lurdes Rodrigues.
Março 13, 2008 at 12:45 am
Muito bem F.J. Viegas!
Março 13, 2008 at 12:46 am
a aplicação, a realizar-se, é uma fantochada. Sem obs de aulas e contemplando apenas alguns dos itens das fichas de avaliação será o quê? É um faz-de-conta para o José Pinto de Sousa dizer antes das eleições (depois de baixar os impostos) que «AGORA OS PROFESSORES SÃO AVALIADOS». Tretas que convencem quem pouco sabe e que soam bem a ouvidos mais incautos.
Mts CE já têm fichas de avaliação feitas à pressão. Outras não têm, mas estão dispostas a fazer tudo a olhómetro (dá-se bom a todos).
Tudo isto é muito conveniente para o sr José Pinto de Sousa.
Março 13, 2008 at 12:47 am
Aqui está uma forma de luta engraçada (a ministra não disse que ia dar umas verbas às escolas para que “parecessem” bonitas?) http://democraciaemportugal.blogspot.com/2008/03/professores-pintar-as-escolas-nas-frias.html
Março 13, 2008 at 12:48 am
Vamos ao Porto!
Março 13, 2008 at 12:48 am
Colegas, recebi este email, que passo a transcrever exactamente como o recebi:
Citar
Meus amigos,
“O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que “protegerá” o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua.” (Público, 06.03.08)
Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para “atacar” sua excelência, que os professores não são arruaceiros, mas sim para lhes dar mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE!
Todos de NEGRO e em SILÊNCIO!! Os cartazes dirão o que se tiver a dizer! Os meios de comunicação serão a nossa voz!
Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!
REENVIE PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!! OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!
➡ Para reenviar este Post para os seus contactos, clique onde diz “Enviar Tópico”.
Veja-o aqui
http://www.saladosprofessores.com/forum/index.php?topic=12566.0
Março 13, 2008 at 12:49 am
Eu gostava de ir ao Porto… Vivi lá muiiitos anos.
Março 13, 2008 at 12:49 am
Eu acho que as escolas a que eles pertencem deviam exigir-lhes explicações se estão lá é porque foram eleitos, não se representam a eles. E nós devíamos tomar posição,já, contra eles.
Março 13, 2008 at 12:49 am
Está aqui. Verba já há http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=914881
Março 13, 2008 at 12:50 am
Estamos à espera do quê?
Baixem os braços e vão ver o ME a “comer” os sindicatos…
Março 13, 2008 at 12:53 am
Não foi uma manif! foi um cordão humano e reuniu cerca de 6 dezenas de professores da Escola do Viso, em Viseu. É preciso continuar a desenvolver pequenas iniciativas de mobilização; colocar pressão sobre os dirigentes sindicais e, se possível, evitar a sua descredibilização pública. Goste-se, ou não, são forças estruturadas e sabemos como em momentos cruciais da nossa carreira, não só a Fenprof, mas fundamentalmente o SPGL, agudizaram o clima. Só o este Sindicato pode, com facilidade, colocar 15 a 20 mil profs nas ruas de Lx. Na minha declaração de interesses refiro que não pertenço a qualquer sindicato ou partido. De qualquer modo os vários movimentos que foram surgindo devem partir para a legalização, estudar de imediato processos de coesão e reforço, para poderem negociar.
Março 13, 2008 at 12:53 am
Estava a referir-me do Conselho de Escolas (comentário 87).
Março 13, 2008 at 12:53 am
Quanto aos professores que leccionam uma disciplina mas têm habilitação também para concorrer a outra. Como vai ser para concorrer se só vão ser avaliados numa?
Março 13, 2008 at 12:53 am
Este governo anda a gozar connosco!
Estão com medo do que possa acontecer dia 15 no Porto!
Mas lembre-se que o dito comício no Porto do PS foi marcado com uma reacção à Marcha da Indignação em Lisboa!
NORTE levanta-te e aparece em peso!
Março 13, 2008 at 12:55 am
Vou fazer uma pergunta provocatória?
Que terão de diferente os professores belgas, espanhois e gregos que conseguiram atingir os seus objectivos?
Todos eles fizeram greves rotativas e muito prolongadas.
Sei, porque me contaram alguns militantes socialistas, que a única situação que eles (governo) temem é uma greve! No 3º período!
Era o caos! Os médicos têm medo da opinião pública? Os magistrados têm medo da opinião pública?
Em Espanha numa greve prolongada, o público em geral virou-se primeiro contra os professores, depois viraram-se contra o governo!
Ou então somente estas duas alternativas:
– o pedido de demissão da maior parte dos Conselhos Executivos.
– o pedido de demissão da categoria de professor titular, em larga escala.
De resto com a banalização das manifestações, os médias facilmente irão esquecer-nos.
No entanto irei a todas as lutas e estarei pronto a colaborar em qualquer iniciativa.
Março 13, 2008 at 12:57 am
Todos os dias aparece um membro do (des)governo a mandar “postas de pescada” sobre a avaliação de professores, não nós não somos “criminosos”!:
http://www.scribd.com/doc/2265230/A-cultura-e-indomavel
Março 13, 2008 at 12:57 am
Já não se pode fazer greve aos exames e só são precisos dois períodos para avaliar. Por isso, não sei.
Março 13, 2008 at 12:59 am
Infelizmente, os Executivos não terão coragem e os Titulares não devem estar para aí virados. Acredito que seria uma excelente forma de pressão.
Março 13, 2008 at 1:00 am
Se isto não é uma palhaçada é o quê?
“Ontem Maria de Lurdes Rodrigues assegura que «tudo se resolverá» e que «a avaliação não está adiada e não está suspensa». A ministra admite, porém que haja uma «simplificação do processo», que pode passar, em algumas escolas, por não haver aulas observadas e por uma alteração dos prazos”
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=84731
Quando é que esta medíocre se cala!
Março 13, 2008 at 1:02 am
Deixem-se de cobardias e apareçam no Porto dia 15!
“O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que “protegerá” o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua.” (Público, 06.03.08)
Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para “atacar” sua excelência, que os professores não são arruaceiros, mas sim para lhes dar mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE!
Todos de NEGRO e em SILÊNCIO!! Os cartazes dirão o que se tiver a dizer! Os meios de comunicação serão a nossa voz!
Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!
REENVIE PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!! OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!
Março 13, 2008 at 1:02 am
Se não houver um recuo significativo do ministério, não vejo que possamos evitar a greve. Isso poderá virar a opinião pública contra nós?! E se não fizermos nada, o que pensará o país de nós, depois de 100.000 nas ruas?!
Março 13, 2008 at 1:03 am
O pessoal vai preencher os papelitos e pronto! Como já foi dito atrás, o governo e ME poderão dizer que a avaliação foi feita.
E para o ano? Já se pode fazer com todas as burocracias inerentes ao processo!!!
Março 13, 2008 at 1:03 am
O Ministério está a tentar comer os sindicatos!
Março 13, 2008 at 1:03 am
Ana tenho uma familiar que é professora em Espanha!
Eles fizeram uma greve em Maio por tempo indeterminado.
As pessoas fizeram greve de acordo com as suas possibilidades financeiras. A greve durou duas semanas.
Alguns professores fizeram 2 dias de greve, outros 3 outros 4 outros 5.
Permaneceram nas Escolas sem dar aulas. Ou à frente do edifício das mesmas. Todos os dias à noite manifestavam-se nos centros das cidades.
E venceram!
Março 13, 2008 at 1:04 am
Qual greve!
DIA 15 NO PORTO!
DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA
Março 13, 2008 at 1:05 am
Se o ME não recua e nos goza ainda por cima, acho que, desde que feito com dignidade para que não haja qualquer tipo de aproveitamento, concordo com a presença de professores no Porto.
Março 13, 2008 at 1:07 am
Não passarão estarei no Porto dia 15. Acha que é suficiente?
Março 13, 2008 at 1:07 am
Por que muda a gestão das escolas? Porque sim!
Santana Castilho – Professor do Ensino Superior
Público – 08.01.2008
O único critério, o critério oculto, é domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno.
O que Sócrates disse no último debate parlamentar de 2007 não me surpreendeu. Fazia sentido esse fechar de ciclo de genuflexão dos professores. Para analisar o diploma agora posto à discussão pública, vou socorrer-me de dois excertos do discurso com que Sócrates fez o anúncio ao país. “Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar.” Mas Sócrates não explicou porquê. Para suprir a lacuna fui ler o novo diploma, compará-lo com o anterior, e tirei estas conclusões:
1. Os dois diplomas apregoam autonomia mas castram toda e qualquer livre iniciativa das escolas. Nada muda. Apenas se refina o cinismo, na medida em que muito do anteriormente facultativo (o pouco que não estava regulamentado) passa agora a obrigatório. Não há uma só coisa que seja importante na vida da escola que o órgão de gestão possa, autonomamente, decidir. Um e outro são uma ode ao centralismo asfixiante.
2. O novo diploma diminui o peso dos professores da escola nos órgãos de gestão dessa escola. Esclareço a aparente redundância trazida pela insistência no vocábulo “escola” na construção deste parágrafo. É que o novo diploma torna possível que um professor de qualquer escola, mesmo que seja privada, concorra a director de qualquer outra, pública, mediante “um projecto de intervenção na escola”. Que estranho conceito de escola daqui emana! Como pode alguém que não viveu numa escola, que não se envolveu com os colegas e com os alunos dessa escola, que não sofreu os seus problemas nem respirou o seu clima, conceber “um projecto de intervenção na escola”? Não é de intervenção que eles falam. É de subjugação! É a filosofia ASAE transposta para as escolas. Não faltarão os comissários, os “boys” e os “laranjas” deste “centralão” imenso em que a oligarquia partidária transformou o país, a apresentar projectos de intervenção “eficazes”, puros, esterilizadores de maus hábitos e más memórias. E este é o único critério, o critério oculto que Sócrates não explicitou: domar o que resta, depois de vexar os professores com um estatuto indigno, de os funcionalizar com uma avaliação de desempenho própria de amanuenses, de os empobrecer com cotas e congelamentos, de os dividir em castas de vergonha. Tinha razão o homem: “Chegou agora o momento de avançar com a alteração da lei de autonomia, gestão e administração escolar.” “A nossa visão para a gestão das escolas assenta em três objectivos principais. O primeiro é abrir a escola, reforçando a participação das famílias e comunidades na sua direcção estratégica. O segundo objectivo é favorecer a constituição de lideranças fortes nas escolas. O terceiro é reforçar a autonomia das escolas”, disse Sócrates na Assembleia da República.
Mas que está por baixo do celofane? A “abertura” é uma falácia. O Conselho Geral, com a participação da comunidade, já existe, com outro nome. Chama-se Assembleia. Porém, os casos em que esta participação teve relevância são raros. E quem está nas escolas sabe que não minto. Ora não é por mudar o nome que mudam os resultados. A participação da comunidade não se decreta. Promove-se. Se as pessoas acreditarem que podem mudar algo, começam a interessar-se. Mas o despotismo insaciável que este Governo trouxe às escolas não favorece qualquer tipo de participação. Para que as pessoas possam participar, há décadas que Maslow deu o tom: têm que ter necessidades básicas resolvidas. Aqui, as necessidades básicas são não terem fome, terem tempo e terem uma cultura mínima.
Ora, senhor primeiro-ministro, o senhor que empobreceu os portugueses (tem dois milhões de pobres e outros dois milhões de assistidos), que tem meio milhão no desemprego, está à espera que acorram à sua “abertura”? Sabe quem vai acorrer? Os ricos que o senhor tem inchado? Não! Esses estão-se borrifando para a Escola Pública. São os oportunistas e os caciques, para quem a sua “abertura” é de facto uma nova oportunidade.
O senhor, que tem promovido uma política de escola-asilo, porque as pessoas não têm tempo para estar com os filhos, acredita que as famílias portuguesas, as mais miseráveis da Europa, têm disponibilidade para a sua abertura? Não! Conte com os pais interessados de uma classe média que o senhor tem vindo a destruir e são, por isso, cada vez em menor número, e com os autarcas empenhados a quem o senhor dá cada vez menos dinheiro. De novo, repito, terá os arrivistas. Julga que é com os diplomas de aviário das novas oportunidades que dá competência à comunidade para participar na gestão das escolas? Não! Os que conseguiram isso começaram há um século a investir no conhecimento da comunidade e escolheram outros métodos. Porque, ao contrário do senhor, sabem que gerir uma escola é diferente de gerir um negócio ou uma rede de influências partidárias.
A sua visão de escola ficou para mim caracterizada quando o ouvi dizer que tinha escolhido a veneranda Universidade Independente por uma razão geográfica e me foi dada a ler a sua prova de Inglês Técnico, prestada por fax. O que politicamente invocou a propósito deste diploma, que agora nos impõe, está muito longe de limpar essa péssima imagem que me deixou. A mim e a muitos portugueses, pese embora serem poucos os que têm a oportunidade ou a independência para o dizer em público. Disse impõe, e disse bem. Porque a discussão pública é outra farsa. O senhor quer que alguém acredite nisto? Depois de ver o conceito que o seu governo tem do que é negociar e os processos que a sua ministra da Educação tem usado para lidar com os professores? Em plenas férias escolares (mais uma vez) lança a discussão de um diploma deste cariz e dá para tal um mês? Acha isso sério? Se o senhor estivesse de facto interessado em discutir, era o primeiro a promover e a dinamizar esse debate, através do Ministério da Educação. Mas o que o senhor tem feito tem sido cercear todas as hipóteses de participação dos professores em qualquer coisa que valha a pena: retirando-lhe todas as vias anteriormente instituídas e afogando-os em papéis ridículos e inúteis.
Dizem, ou disse o senhor, vá lá a gente saber, que cursou um MBA. Não lhe ensinaram lá que as mudanças organizacionais sérias estabelecem com clareza as razões para mudar? Cuidam de expor aos implicados essas razões e dar-lhes a oportunidade para as questionar? Devem assentar numa avaliação criteriosa do que existia e se quer substituir? Quando podem originar convulsões antecipáveis, devem ser precedidas de ensaios e simulações prudentes? Já reparou que terá que constituir mais de 10 mil assembleias a 20 elementos cada? Que tal como a lei está, são escassos os que podem ser adjuntos do director? Que fecha a porta a que novos professores participem nas tarefas de gestão? Que exclui, paradoxalmente, um considerável número de professores titulares? Que, goste dela ou não, existe uma Lei de Bases que torna o que propõe inconstitucional e como tal já foi chumbado pelo Tribunal Constitucional?
Lideranças fortes? Deixe-me rir enquanto não proíbe o riso. O senhor que só quer uma liderança forte, a sua, que até o seu partido secou e silenciou, quer lideranças fortes na escolas? É falso o que digo? Prove-o! Surpreenda uma vez e permita que professores independentes discutam publicamente o deserto em que está a transformar a Escola Pública e para que este diploma é o elo que faltava.
Março 13, 2008 at 1:08 am
Em absoluto e completo silêncio. Nem são precisos quaisquer cartazes.
(Lá vou eu, desta vez, fazer 580 Km)
A que horas é?
Março 13, 2008 at 1:08 am
Acredito, vendo o exemplo de Espanha, que poderá ser possível a greve com presença junto às Escolas. É preciso que haja vontade.
Março 13, 2008 at 1:09 am
Ao comentário 71,
Não necessariamente.
Pode-se mostrar que não é exequível nem honesto.
Há escolas onde as propostas destes grelhados avaliativos foram mandados para trás para serem repensados nos DCs. Noutras escolas ainda nem começaram, esperando serenamente e com toda a tranquilidade pelas “recomendações” do recém constituído CC de avaliação.Se não querem que os sindicatos se apoderem do processo ou desconfiam já, actuem nas escolas. Como diz o MRS, vão pôr processos disciplinares a tanta gente? E depois, não é a própria ministra a dizer que está o seu ME disponível para ajudar?
Finalmente, a eterna questão jurídica:está ou não suspenso o processo?
Março 13, 2008 at 1:11 am
A presença no Porto poderá ser extensível a outras pessoas. Parece-me que há muita gente descontente e, sabendo-se dos motivos que estão por detrás desse encontro, estarão com vontade de aparecer por lá.
Março 13, 2008 at 1:12 am
(com. 110)O problema é que há escolas já com os documentos preparados e prontos a entrar em acção, demonstrando que é possível a avaliação. Infelizmente, há sempre destes!
Março 13, 2008 at 1:13 am
Então Porto, vou mandar dezenas de sms a todos os colegas que conheço. Façam o mesmo. Do Minho ao Algarve.
Março 13, 2008 at 1:13 am
Manuel Alegre considera que o comício do PS, agendado para o próximo sábado no Pavilhão da Académica, no Porto, não é uma resposta adequada à dimensão da manifestação dos professores no sábado passado em Lisboa. Em declarações ao CM o ex-candidato presidencial – um dos principais rostos das críticas internas às medidas do Governo na Educação e na Saúde – não podia ser mais categórico: “A uma manifestação destas [em que participaram cem mil pessoas] só se responde se se tiver força para fazer algo semelhante.”
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=281235&idselect=90&idCanal=90&p=200
Março 13, 2008 at 1:14 am
Santana Castilho não é para brincadeiras!!
Março 13, 2008 at 1:16 am
Será que a PSP vai às sedes do PS para saber quantos manifestantes vão a este comício? Será que a PSP vai reter novamente autocarros na A1? Será que o sr. Emídio Rangel vai também catalogar de forma difamatória e atentatória da boa imagem aqueles que se dirigirem ao Porto?
Março 13, 2008 at 1:17 am
Um aspecto interessante, destacado no Portugal Profundo, é mudar de alvo. Da ministra para o Primeiro. Ministros são substituíveis mas o Primeiro quer continuar nas próximas.
Março 13, 2008 at 1:18 am
não passarão:
É capaz de acontecer tudo isso mas os professores já nem ligam!!!
Março 13, 2008 at 1:18 am
O Porto merece uma Marcha da Indignação condigna dia 15!
Em honra dos colegas que ficaram retidos na A1 (1000!)
Março 13, 2008 at 1:19 am
Afinal já se pode fazer avaliação sem observar aulas. Ouçam esta? Até fogem aos próprios principais.(fonte : Sic Notícias)
Março 13, 2008 at 1:19 am
E Viana é bem perto.
Março 13, 2008 at 1:19 am
Uma greve rotativa como em espanha era uma solução interessante mas duvido que o portuguesinho agarrado a sua carteirinha faça mais do que dois ou três dias de greve.
Passem-nos a todos com nota máxima e ficaemos nos pincaros da opnião pública.
Março 13, 2008 at 1:19 am
corrijo 120 princípios.
Março 13, 2008 at 1:20 am
20 autocarros!
Foi uma vergonha!
“Fascistas!” – e tem de ficar ofendidos? O tanas!
Março 13, 2008 at 1:20 am
Será que o PS não pode adiar o comício para o fim de semana a seguir? Dava-me mais jeitito.
Março 13, 2008 at 1:21 am
com. 120
O que interessa agora é mostrar trabalho. Salvar a face como disse o Coelho na sic notícias.
Março 13, 2008 at 1:30 am
Cartas ao Director
Jornal Público, 8 de Dezembro de 2007
Ministério da Educação
Poupar no farelo para gastar na farinha
http://www.scribd.com/doc/2268888/poupar-no-farelo-para-gastar-na-farinha
Março 13, 2008 at 1:36 am
Espanha é Espanha.
Os professores portugueses não gostam de greves.
Há sempre uma desculpa, embora saiba que os níveis de vida são diferentes e num agregado familiar com 2 professores a coisa complica-se. Mas há outras razões para as greves não terem no nosso país grande repercussão.São históricas , sociais e culturais.
Vários colegas dizem (alguns podendo mesmo fazer esse sacrifício)que só fariam greve se os sindicatos lhes pagassem.E não são nem nunca foram sindicalizados.
Se calhar preferem ir ao Porto em manifestação de desagravo? E acham que o pessoal está assim tão fresco para andar a manifestar-se ininterruptamente na interrupção da Páscoa?
Março 13, 2008 at 1:37 am
A avaliação do professores
Vasco Pulido Valente
http://www.scribd.com/doc/2268908/A-avaliacao-dos-professores-Vasco-Pulido-Valente
Março 13, 2008 at 1:38 am
DIA 15 é tão importante como DIA 8!
Março 13, 2008 at 1:38 am
é mais importante!
Março 13, 2008 at 1:43 am
Pais contra Professores e a Gestão da Escola Republicana
Editora Campo de Letras
http://www.scribd.com/doc/2268925/Pais-contra-Professores
Março 13, 2008 at 1:50 am
Pessoal:
Este Blog está com mais de 10.000 !!! visitas diarias ( o Paulo Ginote que confirme ). Juntamente com o Cartel e Sala de Professores e com emails podemos concentrar informação e combinar formas de Luta. Mas atenção. Eu ainda confio no Mário Nogueira. E não se esqueçam que ele conhece as nossas posições. Vai haver reuniões com todos os delegados sindicais e são muitos os que passam por aqui. A ideia do Porto parece-me boa mas acho que tem de haver silêncio e nada de exaltações e insultos senão perdemos a razão. E digo mais uma coisa: se o Mario Nogueira falhar é mais uma Marcha mas desta vez de “Desindicalização”.
Março 13, 2008 at 1:51 am
131,
Eu só percebo a sua posição por ser, talvez, novo/a nestas andanças.
Não faz sentido nenhum o que diz.
E desbarata toda a força e impacto positivo da manifestação do dia 8.
Faz lembrar um pouco aquelas reuniões sindicais onde as “Carmelitas Pereiras” radicais-sindicalistas fazem destas propostas que me fazem lembrar o PREC.
Março 13, 2008 at 1:58 am
Hoje não estou a acertar o passo.
133,
“Se o Mário Nogueira falhar…..”????!!!!
Eu gostava de o ver nas negociações.
E por falar em falhar, se o tal protesto de que fala do dia 15 falhar, como lhe vou pedir explicações? Promovo uma marcha individual e Descarlizo-me?
Março 13, 2008 at 2:06 am
Não sei, Fernanda.
O que sei é que não gostei NADA da conferência de imprensa hoje da ministra.
A imagem que passou é de intransigência, com cedências para «alguns» numa tentativa de os «comprar»: já ouvi falar em concurso para titulares aberto tb aos de sétimo escalão; pagamentos extra para avaliadores; avaliar este ano só os pobres dos contratados, as cobaias, num fazer e conta que «estamos a avaliar».
E isso é desrespeito por todos nós.
É continuar uma farsa para «inglês ver»…
Março 13, 2008 at 2:07 am
Como dizem por aí para o sindicato só se mexeu quando viu que ia ficar para trás com o aparecimento dos movimentos espontâneos.
É preciso avançar com essas organizações.
E claro o Porto é importante. Mobilizar para lá, pois.
E estudar a greve. As formas de aguentar.
Eu gostava que os meus netos ainda pudessem frequentar o ensino público
Março 13, 2008 at 2:07 am
não é meu o texto seguinte mas saliento mais uma vez: A NOSSA PRESENÇA DIA 15 NO PORTO É TÃO OU MAIS IMPORTANTE QUE O DIA 8!:
“A ideia do Porto parece-me boa mas acho que tem de haver silêncio e nada de exaltações e insultos senão perdemos a razão. E digo mais uma coisa: se o Mario Nogueira falhar é mais uma Marcha mas desta vez de “Desindicalização”
Março 13, 2008 at 2:08 am
não passarão! … Muito curioso este nick. E fiquei com curiosidade de saber como será a expressão completa.
Afinal quem não passará?
Março 13, 2008 at 2:08 am
O importante neste momento não é a Milu, mas sim o Sócrates. Para quê contestar a santinha se se deve contestar o patrão.
Março 13, 2008 at 2:12 am
Fernanda:
Eu sou do tempo do PREC. Eu sei que não é facil negociar. Mas nao te esqueças que eles ja falharam e de que maneira em 198.. Até enchemos o Campo Pequeno e tinhamos tudo preparado para uma greve as avaliações. Lembras-te? A partir daí houve muita malta que abandonou o sindicato. Acho que há muitos que não vão “aguentar” uma segunda… Mas claro que sei a dificuldade. Mas nestes momentos não se pode falhar… A responsabilidade é muita.
P.S: E não foi minha a ideia de dia 15.
Março 13, 2008 at 2:12 am
112,
Pois há.
E os documentos não foram analisados?
Não?
Então na sua implementação pode dar-se o caso, a bem dizer, de se mostrarem confusos.
Ou então, estão tão bem feitos que os avaliados terão uma excelente ou muito boa performance.Não poderá ser este o caso?
Espero que sim.
Março 13, 2008 at 2:12 am
Música dedicada ao engenheiro (será?) José Sócrates e à sua querida Musa Ministra da Avaliação:
http://br.youtube.com/watch?v=R5hdE9YSfEQ&feature=related
Março 13, 2008 at 2:18 am
«Magistrados públicos manifestam «total solidariedade» com professores»
Os magistrados públicos manifestaram hoje «total solidariedade» com os professores, justificando que as reformas educativas do Governo são «apenas uma das faces de uma política que visa destruir o aparelho de Estado»
Consulte o artigo completo em: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=84089
Março 13, 2008 at 2:19 am
NÃO PASSARÃO – MIGUEL TORGA
Não desesperes, Mãe!
O último triunfo é interdito
Aos heróis que o não são.
Lembra-te do teu grito:
Não passarão!
Não passarão!
Só mesmo se parasse o coração
Que te bate no peito.
Só mesmo se pudesse haver sentido
Entre o sangue vertido
E o sonho desfeito.
Só mesmo se a raiz bebesse em lodo
De traição e de crime.
Só mesmo se não fosse o mundo todo
Que na tua tragédia se redime.
Não passarão!
Arde a seara, mas dum simples grão
Nasce o trigal de novo.
Morrem filhos e filhas da nação,
Não morre um povo!
Não passarão!
Seja qual for a fúria da agressão,
As forças que te querem jugular
Não poderão passar
Sobre a dor infinita desse não
Que a terra inteira ouviu
E repetiu:
Não passarão!
Miguel Torga in Poemas Ibéricos, 1965
Março 13, 2008 at 2:27 am
137,
Se bem me lembro, o sindicato até se mexeu antes das manifestações espontâneas, avançando, nomeadamente, a nível jurídico.
E eu pergunto o seguinte: isso não terá dado também força aos movimentos espontâneos?
Março 13, 2008 at 2:32 am
Já agora:
No pasaran ! não passarão! , foi o lema dos partidários da Segunda República Espanhola (1931-1939) na luta contra os rebeldes nacionalistas comandados pelo general Franco. Este célebre slogan está associado a Dolores Ibarrurí Gómez (1985 -1989), La Passionaria, pronunciado por ela quando Madrid estava cercado pelas tropas falangistas do Caudillo.
Março 13, 2008 at 2:34 am
Miguel Torga – O segundo maior poeta português do século XX. Se Fernando Pessoa sofreu psicologicamente a censura salazarista, que muito contribuiu para o seu aniquilamento » , Miguel Torga a sentiu na pele: foi prisioneiro, entre Dezembro de 1939 e Fevereiro de 1940, nas prisões políticas do Limoeiro e do Aljube, o mesmo onde “Carlos Duarte” encontrou a sua “redenção” e “salvação” nas mãos da “valquíria Marilia” » . Nada disso impediu ao poeta de escrever belíssimos poemas como este acima dedicado a Federico García Lorca, que é acompanhado de outro dedicado a Dolores Ibarruri, La Pasionaria (transcrito abaixo), ambos surgidos durante o auge das ditaduras salazarista, em Portugal, e franquista, em Espanha.
http://www.geocities.com/marco_lx_pt/anotorga.htm
Março 13, 2008 at 2:35 am
NÃO PASSARÃO!
Março 13, 2008 at 2:37 am
Dia 15 estaremos lá! – no Porto –
Março 13, 2008 at 2:41 am
http://www.geocities.com/marco_lx_pt/anotorga.htm
Março 13, 2008 at 2:42 am
Carlos – 141
E essa não lhes perdoei! Foi nesse momento que começou a nossa “descida”!
Mas o que não lhes perdoei foi a ingenuidade. E ingenuidade foi o que se tratou ali.
Se bem te lembras, à meia noite desconvocaram a greve porque os 3 sindicatos, existentes na altura, tinham chegado a acordo com o ME da altura (de que já não me lembro o nome).
Eles acreditaram. Só que há parceiros em quem não se pode acreditar! 😦 E foi o que aconteceu!
De manhã tinhamos a Manelinha, já com a greve desconvocada a assinar a posição do ME, tendo traído todos os professores.
Foi mesmo um problema de ingenuidade, de que o António Teodoro se lamentou durante muito tempo.
Creio que a lição ficou, porque foi dura. Apesar dos actores já não serem os mesmos e de por vezes terem de fazer cedências, creio que não a esqueceram. Creio, também, que desta vez sabem que têm apoio e que por isso estão em posição de força. Espero que a saibam usar.
Março 13, 2008 at 2:42 am
http://dn.sapo.pt/2008/01/09/opiniao/o_fascismo_anda_ai.html
O FASCISMO ANDA POR AÍ
Baptista-Bastos
escritor e jornalista
b.bastos@netcabo.pt
F lauteando uma frase de Pacheco Pereira, e apavorado com a “tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder” do Executivo, António Barreto escreveu no Público [6. Janeiro, p.p.] um artigo, cujo conteúdo estilhaça o tom ameno e, até, conciliador, que lhe é habitual. Aflito, o conhecido sociólogo diz: “Foram tomadas medidas e decisões [sic] que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se.” Vão por aí fora, o pesado estilo e a rude acusação. Nunca, como agora, as vozes convergiram no apontar de excessos “autoritários” e em alvejar a infausta acção de um Governo sem sensibilidade, sem remorsos e sem grandeza.
Na recolhida sombra da minha prosa desalinhada e chã tenho procurado cumprir, com modéstia e aplicação, o dever que cabe a um autor sem amos e sem vis desígnios – dar com o sarrafo nas iniquidades do poder. Não estou isento, eu também, de levar umas ripadas, desferidas por quem não está de acordo comigo para estar de bem com o Governo. Malhas que o império tece…
A minha beligerância é conhecida. A do António Barreto, não; pelo menos até agora. Aparenta um homem de palavra grave, porém macia; um sociólogo propenso à mansidão da pesquisa e à quietude do gabinete; um cronista de comedida, acampado na serenidade do velho estilo e da antiga gramática. Ei-lo, então, fulminante, a tanger as cordas do conflito: “Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei.” A frase não é pacífica e revela-se na ambiguidade da conclusão.
Se, por exemplo, eu escrevesse: “Não sei se Sócrates é malandro. Não me parece, mas, sinceramente, não sei” – a dúvida proposta nas locuções misturar-se-ia às meias-verdades sussurradas ao ouvido de outrem. É a intriga em marcha.
As inquietantes frases do Barreto excitam a imaginação dos detractores de Sócrates, suscitam a repulsa dos apaniguados, o sorriso dos adversários, a apreensão dos antifascistas e, acaso, a perplexidade do visado. E, também, a ira do José Manuel Fernandes, assinalado director do Público. Num editorial atravessado por transversais críticas a outros preopinantes, e abonando-se em Bento XVI, Stuart Mill, Coleridge e Isaiah Berlin (não sei se falhei algum outro), o Fernandes demonstra-nos a sua apoquentação com as críticas a “algumas leis e iniciativas do Governo”. Não são algumas: são aquelas que têm imposto a radicalidade de uma “democracia administrativa”, e retirado aos outros a autoridade da razão.
Não acredito que Sócrates seja fascista. Mas que o fascismo anda por aí, lá isso… |
Março 13, 2008 at 2:46 am
O governo e o ME vão tentar “comer” os sindicatos! – já aconteceu no passado
DIA 15 temos de fazer uma Marcha da Indignação no Porto! – o Norte não me vai desiludir!
Março 13, 2008 at 2:49 am
http://www.scribd.com/doc/2265230/A-cultura-e-indomavel
Março 13, 2008 at 9:15 am
E eu digo que o Pacheco é burro, além de maria intriguista, e aquele do PS, outrotanto, como o do CDS, por costume, ainda que já nem os oiça.
Março 13, 2008 at 9:20 am
não passarão! Diz:
Março 13, 2008 at 2:37 am
Dia 15 estaremos lá! – no Porto –
Sim, é dar uma oportunidade ao Porto, que Lisboa anda já demasiado convencida de si. Lisboa e a ministra sinistra, o primeiro e a caterva de comentadores.
Uma oportunidade ao Norte, ao Porto.
Março 13, 2008 at 11:01 am
Um dos objectivos mais nojentos prende-se com o famigerado «abandono escolar» A meu pedido o CP da minha escola definiu o que entende por tal. E definiu-o pela mesma bitola da equipa de avaliação externa que cá esteve: «abandono escolar» imtegra coisas como uma transferência eaté esta barbaridade: o aluno matricula-se e nunca aparece: abandono!
Para Lisboa outra vez!
Março 13, 2008 at 12:21 pm
Pacheco Pereira disse que a manif do ultimo sabado não mais se voltará a realizar, porque não parar Lisboa num dia de semana durante a interrupção lectiva?
Talvez assim entendam a nossa determinação.Não podemos é voltar os pais e a opinião publica com acções que os impliquem, embora a vontade seja essa mas poderá ser contraproducente
Março 13, 2008 at 2:26 pm
Leio algum desânimo nos comentários. Não se esqueçam que, em 1968, em França, um grupo de estudantes “fedelhos” deu uma lição lutando pelos seus ideais e fez tremer a FRança. Tenho orgulho em ser professora e quero continuar a honrar as minhas funções. Não podemos desistir já que chegámos até aqui, unidos. Estou na luta.
Março 13, 2008 at 4:14 pm
Parem de atacar os sindicatos…não são os sindicatos que estão em causa neste momento! Para os atacar, basta o governo! Por que será?! Sem os sindicatos a manifestação do dia 8 não teria sido o que foi!
O governo já percebeu que não estamos dispostos a ir até às últimas consequências (estamos?). Se não estivermos preparados para a greve, a “MARCHA DA INDIGNAÇÃO” ficará para a História como a “MARCHA DA FRUSTRAÇÃO”.
Março 13, 2008 at 5:54 pm
ATENÇÃO VIANA DO CASTELO E BRAGA!!!!
Não podemos deixar a nossa luta nas mãos dos sindicatos.
Não podemos deixar a nossa luta perder a força com a interrupção da páscoa.
A partir da 4ªfeira, dia 19 de março, a partir das 18.30, todos os professores do distrito de Viana do Castelo estão convocados para participar, por turnos, numa vigília ininterrupta até à 2ª de começo do 3º período, a realizar na Praça da República.
Esta acção repetir-se-á nas outras capitais de distrito e cidades do país.
Vamos mostrar a Portugal que a qualidade e a defesa do nosso ensino é para nós mais importante do que a pausa da Páscoa.
Reenvia!
Não podemos deixar a nossa luta nas mãos dos sindicatos.
Não podemos deixar a nossa luta perder a força com a interrupção da páscoa.
A partir da 4ªfeira, dia 19 de março, a partir das 18.30, todos os professores do distrito de Braga estão convocados para participar, por turnos, numa vigília ininterrupta até à 2ª de começo do 3º período, a realizar na Avenida Central.
Esta acção repetir-se-á nas outras capitais de distrito e cidades do país.
Vamos mostrar a Portugal que a qualidade e a defesa do nosso ensino é para nós mais importante do que a pausa da Páscoa.
Reenvia!