Igreja sugere calma e elogia professores

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apelou ontem ao consenso na educação e a uma cultura de exigência no sector, considerando que as tensões actuais prejudicam os alunos.

“Acompanhamos com interesse e alguma preocupação a situação dos professores, como grupo mais decisivo para o futuro de Portugal”, e “temos grande estima pela sua acção”, afirmou o porta-voz da CEP, D. Carlos Azevedo, que, no entanto, não quis tomar posição sobre a polémica que divide os docentes e a tutela.

Considerando que a sociedade deve assegurar “esse reconhecimento da sua função de professores”, o prelado salientou a necessidade de uma “cultura de exigência que deve nortear a sociedade portuguesa” nesta área.

“A Igreja não pode deixar de acompanhar toda esta polémica”, mas “não queremos tomar uma posição mais detalhada porque o assunto é muito complexo”, disse à Lusa D. Carlos Azevedo.

“Os professores e educadores são um grupo decisivo para o futuro do País, mais decisivo do que os políticos, técnicos e financeiros”, sustentou ainda D. José Policarpo, em declarações à Rádio Renascença, à margem do lançamento das Obras Escolhidas de D. António Ribeiro, em Lisboa.