Segunda-feira, 10 de Março, 2008


For every man who built a home
A paper promise for his own
He fights against an open flow
Of lies and failures, we all know
To those who have and who have not
How can you live with what you’ve got?
Give me a touch of something sure
I could be happy evermore
Breathe some soul in me

Breathe… 

Porque é mesmo preciso…

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Do jornal As Beiras, notícia de hoje, pois não sai ao domingo, graças ao João Cardoso.

Prémio Nacional de Professores 2008

O Ministério da Educação promove a segunda edição do Prémio Nacional de Professores, dirigido a todos os educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário. O período de candidaturas, submetidas electronicamente através do Portal da Educação, tem início a 10 de Março e termina a 31 de Maio de 2008.

É só impressão minha ou há algo de profundamente idiota no lançamento deste prémio no dia de hoje? Algo ao nível da manifestação de apoio ao Governo no Porto, digo, do encontro de militantes do PS num pequeno pavilhão da dita cidade?

Leitura aconselhável, até porque uma das autoras aceitou ser parte do CCAP, já exibido em Diário da República para glória dos cooptados.

Esta última parte do meu comentário era dispensável, mas… é como a data do texto e o da constituição do CCAP.

Logo que consiga arrumar os arquivos, irei tentar postar por aqui outras sugestões de leituras sobre o assunto, nacionais e internacionais, assim como alinhavar algumas ideias a propósito do assunto. A partir do terreno, obviamente.

Foto de uma colega de Escola, na marcha de sábado.

Vitorino sugere avaliação experimental
«Sem recuar», Governo deve ouvir críticas construtivas dos professores

É pá, se o problema é a terminologia, eu agarro aqui já em meia dúzia de dicionários de sinónimos, prontuários, elucidários e, se necessário, herbários, para fornecer termos que disfarcem a coisa.

Que tal: «uma adaptação do novo paradigma da avaliação docente no sentido do aprofundamento da sua contextualização à realidade de cada escola»?

Chega ou convém camuflar melhor? Querem camuflagem política ou em falajar eduquês?

Que tal uma combinação do género «o ME decidiu, após reunião com o Conselho de Escolas, aprofundar o modelo de avaliação dos docentes no sentido de uma operacionalização que transmita segurança às escolas na sua implementação, através de uma análise da metodologia proposta visando a integração de novos contributos emanados do CCAP, que como sabemos foi muito recentemente criado exactamente com esta função de monitorizar todo o processo e sugerir os ajustamentos indispensáveis para o avanço do processo»?

Boa?

Não cobro direitos!

(agora só falta mesmo o resto, porque a avaliação é só uma das fatias do problema…)

Parece que há quem esteja preocupado com a coerência das reacções dos professores em relação ao day after da manifestação.

Não é o meu caso e já explico porquê.

Não me aflige nada que existam múltiplas ideias em confronto, das mais radicais visando acções de luta imediata às mais pacientes, esperando dar uns dias de balão de oxigénio para todos respirarem.

Aliás, acho mesmo que esta diversidade é extremamente positiva para a classe docente e, ao contrário das aparências vistas com pressa, sinal da sua vitalidade e de uma muito saudável pluralidade.

Durante anos considerou-se que os professores e educadores estavam algo apáticos e divididos, que uins iam a «reboque» dos sindicatos, que «cediam» ao Ministério em muita coisa.

De repente (ou não tanto assim) dá-se um levantamento geral e esperam que toda a gente fique a pensar de forma ordeira e pela mesma tabela?

Impossível.

O que se passa por estes dias e semanas pode ser um reencontro da classe docente com uma identidade dada como quase perdida. Foi um reencontro despoletado por reacções negativas díspares. Sem um fio condutor comum nas propostas.

So what?

E depois?

Não é este o momento de recomeçarmos a debater entre nós o Futuro? Não será mesmo esse o maior receio de um ME (pre)ocupado em decepar-nos a capacidade crítica e reflexiva?

Estamos neste momento em discussão, a debater hipóteses de prosseguir a resistências a várias políticas do ME. Isso é público e notório! E é bom!!!

Muito bom!

Com não sei quantos sindicatos e dezenas de Associações Profissionais (que mesmo assim não representam todos os docentes ou uma larga maioria) queriam um coro afinadinho?

O momento de turbulência e debate interno que se vive é um sinal extremamente positivo e demonstra que ao contrário do ME, os professores têm capacidade de discutir entre si as soluções, que têm dúvidas e não têm a certeza, antes de um verdadeiro confronto de ideias, que soluções pré-formatadas e indiscutíveis sejam o melhor caminho.

Estamos em período de brainstorming!
Até que enfim, digo eu!

Observem todos, sempre poderão aprender o que é a verdadeira «sociedade civil» a mover-se e não meia dúzia de notáveis a perorar em confrontos coreografados numa qualquer televisão perto de si!

A Democracia – a verdadeira, não a ritualizada. de mera ida às urnas de 4 em 4 anos – passa por isto! Ou já não se lembram?

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Crónica de hoje no Público, a pedido de vários comentadores, que eu não comprei hoje o dito jornal que não há bolsa de não-titular que resista, mas já tiveram a simpatia de me enviar a digitalização.

O rapaz é historiador e não sociólogo, para mais da minha Faculdade se não estou em erro, ganha dois pontos de crédito.

Amanhã é a Helena Matos. Muito assertiva. Esperar para ler.

Eu vi tanta coisa bonita…

Vi professoras grávidas de 6 e 7 meses;
Eu vi gritarem tantas vezes…

Vi professores com 39ºC de febre;
Eu vi o impedir que a corrente quebre.

Vi gente do sul, norte e centro;
Eu vi um mar de gente adentro!

Vi um professor a andar de muletas;
Eu vi os testemunhos de uma prova de estafetas!

Vi gente que já não via desde a faculdade…
Eu vi gente de toda a idade!

Vi conhecidos e amigos;
Vi abraços e sorrisos;
Vi tristezas e indignações;
Vi as lágrimas e as emoções;
Vi gritarem e fazerem silêncio:
Eu vi a coordenação e o consenso!

Vi as palmas da população:
Eu vi a sua compreensão!

Vi a beleza de uma multidão;
Eu vi a força da união!

E, no final, vi a ministra dizer,
Que fossem mil ou cem mil, não iria ceder…
E por isso, e tem tudo a ver,
Cara ministra: – O maior cego é o que não quer ver!

É… eu vi tanta coisa bonita…

Gostava apenas de dizer que não sou filiado em nenhum partido, não estou sindicalizado e não sou hooligan…
Sou apenas um professor que ama os seus alunos e ama muito a sua profissão.
Bem hajam… e o futuro há de dizer quem tem a razão.

Maurício Brito

Maioria das escolas pede adiamento do processo

“A maior parte das escolas afirma não estar em condições de avançar”, disse o presidente do Conselho das Escolas, Álvaro Almeida dos Santos.
(…)
Segundo o responsável deste órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), as “grandes dificuldades” sentidas pelas escolas e invocadas para justificar o pedido de adiamento prendem-se com “a falta de maturação dos instrumentos, a ausência de recomendações específicas do Conselho Científico [para a Avaliação de Professores] e a complexidade de todo o processo”.
Os problemas reportados levaram o CE a requerer à tutela uma reunião extraordinária, a realizar quarta-feira, na qual vai salientar “a necessidade de serem dadas condições para o desenvolvimento mais eficaz da avaliação”.
Em declarações à Lusa, também Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), garantiu que “a grande maioria das escolas não está a avançar com o processo”.

E atrás do adiamento poderiam fazer o excelso favor de remendarem os equívocos do modelo?
Porque, repito, não é apenas um problema de calendário…

Mas ainda bem que o Conselho de Escolas dá esta hipótese ao ME para recuar, não recuando, e ser tolerante, tudo no âmbito do diálogo com «as Escolas».

Isto já contabiliza, com boa vontade, como «sinal positivo», caso seja aceite. Meio sinal, pelo menos…

Se houve texto detestável na forma como, antes da manifestação, alguém se aproveitou para ofender de forma torpe todos os professores que se iam manifestar foi este de Rangel, o Emídio.

Na altura recusei-me a comentá-lo porque o achei demasiado rasteiro, para sequer nos (in)dignarmos a responder.

Como compensação fica-nos a prosa de ontem de outro Rangel, desta vez Rui, que por sua vez escreve:

As “feridas” abertas no prestígio da ministra da Educação e na qualidade das reformas propostas e o respeito que deve merecer a classe de professores pelo seu papel insubstituível na educação e formação dos nossos filhos, exigem que o engenheiro Sócrates passe a liderar directamente uma nova era negocial, fazendo subir um patamar na importância da discussão política.

Os manuais de ciência política ensinam que não é possível fazer reformas em permanente rota de colisão e contra os interesses dos seus verdadeiros destinatários. Mas também não é aceitável que o Governo descaracterize as suas políticas, nem as decisões políticas podem ficar reféns desta contestação pública.

A equipa da senhora ministra da Educação não soube manter, em diálogo, o processo negocial e, ao deixar extremar as posições arranjou mais “um molho de brócolos” para o engenheiro Sócrates. E é pena que se tenha chegado a este ponto, porque, pela primeira vez em 30 anos, um Governo teve a coragem de mexer na Educação e na agenda das suas principais preocupações. Maria de Lurdes Rodrigues, sendo uma excelente técnica, é uma má política.

Os factos políticos aconselham que o Governo não subestime ou fique indiferente à grande massa humana que ontem desceu a Avenida da Liberdade.

Não sei se ao apelido corresponde mesmo relação familiar – sou um desconhecedor em matéria de genealogias notáveis – mas assim se prova que em todas as famílias há um pouco de tudo.

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Se a Educação tem tanto a aprender com a Economia e com os modelos da Gestão, importam-se de me explicar porque continuamos a divergir da União Europeia em quase todos os indicadores de desenvolvimento económico?

É que, mal ou bem, a Educação sempre foi ganhando uns pontitos nestes anos…

É mais do que óbvio que as coisas não mudam de um dia para o outro. Por isso é necessário que os professores mantenham a cabeça fria e dominem a impaciência nos próximos tempos.

Neste momento, a bola está do «outro lado», de onde existe a responsabilidade de dar os «sinais positivos» mínimos exigíveis.

É difícil, claro, pois a classe dos professores tem tido razoável azar com o timing das suas lutas.

  • De início, fomos o primeiro grupo a ser torpedeado pelo Governo quando ainda estava em estado de graça e ninguém contestava a sua legitimidade para «reformar» e «mudar», não se questionando o sentido e valor dessas reformas e mudanças. Ainda não tinham chegado ao ponto de ser necessário negociar e ceder.
  • Agora estamos a chegar após algumas indesejadas cedências como as que se verificaram com a localização do aeroporto e a área da Saúde. Dizem os entendidos que não é possível ao Governo ceder mais neste momento, sob risco de descrédito total.

Ou seja, fomos os primeiros a levar e não podemos ser aqueles que atiram a última pedra.

A aposta do ME vai tentar ser a de fingir que tudo está na mesma, fazendo acertos mínimos de calendário, esperando uma jogada mal feita ou precipitada dos docentes (um greve mal pensada, por exemplo) para capitalizar junto da opinião pública. Lembremo-nos do que aconteceu em 2005.

Isto é jogo de força, mas também de compassos de espera. Já me cansei de escrever que as lutas ganham-se também fora das ruas, demonstrando razões racionalmente e sabendo cativar a opinião pública e publicada.

Por isso exige-se paciência, domínio das pulsões mais básicas, que podem estar à flor da pele, mas também tornear desânimos mais rápidos. Há que construir alternativas e demonstrar que são mais válidas do que as propostas ministeriais. Esse é um trabalho positivo, essencial para a credibilização de toda a classe.

Se a Ministra surgiu sábado no Expresso a menorizar os sindicatos como interlocutores, esses sindicatos devem demonstrar o contrário e trabalhar para infirmar tais declarações. Mas, por outro lado, os professores devem demonstrar que por si mesmos são capazes de produzir alternativas que devem ser escutadas e analisadas. Apesar do distanciamento do Conselho de Escolas em relação à globalidade dos docentes, esse é um organismo que deve assumir as suas responsabilidades e não apenas defender um interesse de grupo específico no seio dos docentes. E deve se pressionado para tal.

E aqueles que se assumem como construtores de «pontes de diálogo» devem, de uma vez, decidir se querem fazer essas pontes apenas para fora, se querem colaborar com todos os outros, a larga maioria, dos seus colegas.

No seu recente artigo na revista Atlântico (imagens mais abaixo), o Gabriel recorre a uma citação excelente de Serge Moscovici:

Qualquer um que teve oportunidade de estudar situações desse tipo sabe que os iniciadores da mudança (…) são frequentemente contrários a qualquer mudança que os afecte. Se exigem mudança aos outros é no sentido de se manterem, eles próprios, ainda mais seguros das suas posições.

Ora isto é especialmente adequado à situação na Educação (como em outras): por regra os decisores que invocam a mudança como panaceia universal para uma dada área da vida social e política raramente são afectados por essa mesma mudança.

O que não deixa de ser paradoxal.

Pode sempre alegar-se que assim, não estando directamente envolvidos no processo sobre o qual decidem, terão um maior distanciamento e objectividade.

Só concordo em parte, pois essa visão tem levado a que, por estarem afastados da esfera de influência das suas decisões, muitos actores políticos na área da Educação tenham agido no passado mais ou menos recente de forma arbitrária, meramente académica ou mesmo apenas ideológica. Quando o que se exige é uma capacidade de relacionar a teoria e os modelos com o conhecimento real do contexto onde se vão aplicar e algum pragmatismo.

Já agora, e como complemento que na minha cabeça faz algum sentido, uma citação de Giddens, guru da Terceira Via, mas apesar disso um teórico interessante:

Repetindo o que já foi dito anteriormente, uma vez entendido como capacidade transformadora, o poder encontra-se intrinsecamente relacionado com a agência humana. O “podia ter feito de outro modo” da acção constitui um elemento necessário da teoria do poder. (A. Giddens, Dualidade da Estrutura, p. 89)

E já agora, uma terceira citação, agora de Manuela Ferreira Leite (caderno de Economia do Expresso deste sábado), uma das percursoras de MLR em termos de «determinação» e «coragem»:

Modificar propostas, tomando em consideração os contributos positivos para o seu aperfeiçoamento, não é sinal de fraqueza mas de seriedade.
Um político determinado é o que tem objectivos claros de que não abdica e não deixa de o ser pelo facto de os alcançar por vias diferentes daquelas que traçou.
Este Governo está a ceder ao medo da palavra “recuo”.
Está a faltar-lhe simultaneamente humildade e grandeza para a assumir em nome do interesse do país cujo progresso muito beneficiaria se se privilegiassem mais os objectivos do que os «soundbytes».

Vindo de quem vem, e com o currículo e posições anteriores assumidas, este aviso não é para desprezar.

E agora o artigo do Gabriel de onde partiu esta associação de ideias.

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Chegado por mail com autorização para publicação pelo autor:

A Senhora Ministra não se demite

A Senhora Ministra diz que não se demite! Nós também não! A Senhora Ministra diz que vai continuar a sua política! Nós também vamos continuar a nossa! A Senhora Ministra reconhece que éramos muitos! Podemos ser mais e levar, para a próxima, os 43.000 que não puderam ir! Reconhecemos que é difícil a José Sócrates encontrar agora quem consiga reparar todos os estragos feitos em tão pouco tempo! Quando pensávamos que já nada podia piorar, chega Maria de Lurdes Rodrigues para estragar o resto! É preciso voltar três anos atrás! Partir do zero para fazer melhor! É preciso alterar o ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE! É preciso alterar o NOVO ESTATUTO DO ALUNO! É preciso lutar, com unhas e dentes, contra a proposta da GESTÃO DAS ESCOLAS! Contra esta pseudo AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO! É preciso explicar à Senhora Ministra e ao governo que não há, nem nunca haverá, reforma nenhuma que se consiga implementar por Decreto-Lei e sem o envolvimento dos principais intervenientes! Implementar reformas contra 100.000 mil professores…” jamé”! Implementar reformas contra os próprios alunos, impossibilitando-os de ter uma educação de excelência, enganando-os e iludindo-os com competências que não têm…”jamé”! Implementar reformas com a pseudo conivência da maioria dos pais…”jamé” Os pais têm de vir a terreiro dizer se concordam com a Senhora Ministra! Se concordam com o sistema de ensino que conhecem, através dos seus próprios filhos! Se lhes reconhecem competências adquiridas, capazes de os preparar para o dia de amanhã! É preciso e urgente que os pais se unam e digam se concordam com o senhor Albino! É preciso e urgente que os alunos se unam! É preciso que digam se conhecem ou não casos de colegas que transitam de ano sem o mérito necessário! Que digam se têm visto ou não os seus professores arrastarem-se para a escola, onde passam dias inteiros! Se os vêem ou não cansados e exaustos! Se é este modelo de escola que querem para si! É preciso explicar ao país que nenhum professor contesta o leite distribuído no 1º ciclo, nem o inglês, nem a existência de cursos profissionais (a forma como funcionam, sim!)! Se a Senhora Ministra só tem este tipo de mudanças positivas a apresentar, escusa de as repetir! Mas, e a qualidade da Educação, Senhora Ministra, melhorou? Portugal pode contar com a formação que V/ Excelência insiste em implementar nas escolas, apesar do alerta de 100.000 professores? A Senhora Ministra ainda não percebeu que não está a lidar com uma classe desqualificada e sem formação! Não somos um qualquer borra-botas que a Senhora Ministra tenta iludir e enganar com a força das suas convicções! Muitos dos professores a quem a Senhora Ministra acusa de não saber ler nem estudar os diplomas têm mais qualificações e habilitações que a Senhora Ministra! Em Universidades de referência mundial! Com mérito comprovado através das gerações que formaram! A Senhora Ministra diz que o número de manifestantes é irrelevante! E será, de facto, irrelevante se comparado com a convicção que nos move! A certeza de estar no caminho certo! O desejo e a vontade de construir um Portugal melhor!

João Luís

Curiosidades sobre o sistema de avaliação dos professores

– Um sistema onde um “Mestrado” ou “Doutorado” não chega aos patamares mais altos da carreira (e são só 3,4% em Portugal) e um bacharel chega;

– Um sistema onde um “mestrado” ou “doutorado” pode ser avaliado por um licenciado ou mesmo bacharel;

– Sistema raro onde o “chefe” é o que tem 60 anos, ainda que exista um professor fora de série e ultra-competente com apenas 30 anos de idade;

– Sistema onde um Professor que nem sabe o que é o “Word”, vai avaliar os seus colegas no domínio das novas tecnologias em contexto educativo;

– Sistema onde um professor, de determinada disciplina, com média de 19 valores, nos exames nacionais, tem avaliação de “Bom” porque se atrasou uma vez 10 minutos; e o colega da mesma disciplina, na mesma escola, com média de 15 valores nos exames tem “excelente” porque teve a sorte de nunca faltar;

– Sistema fantástico onde um professor de Educação Física do 7º Ano vai avaliar as aulas de um colega de Desenho do 12º Ano;

– Sistema fantástico onde um professor de Informática do 9ºAno vai avaliar as aulas de um colega de Matemática do 12º;

– Sistema fantástico onde um professor de Moral do 8º Ano vai avaliar as aulas de um colega de Economia do 11º;

– Sistema onde o “Director” avalia um professor pela sua simpatia e disponibilidade para fazer o que lhe manda;
– blá, blá, blá ….

José Mendes

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(c) Antero Valério