Há três dias atrás, após ler um editorial de José Manuel Fernandes, escrevi:

Eu ainda não desesperei: com jeitinho daqui por um mês, já são duas as colunas a ler com interesse nos editoriais de JMF relativamente à Educação.

Todos sabem que sou pessimista: vejo as coisas pelo lado do copo meio vazio, para depois descobrir que ele está meio cheio e ficar feliz.

Por isso mesmo o editorial de hoje de José Manuel Fernandes no Público é colírio para os meus olhos e bálsamo para a alma.

Logo que possa digitalizarei a página 56 inteira para todos poderem ler que, afinal, pequei por desesperança. JMF é inteligente, mesmo quando discordamos dele há que admitir que tem lá os seus argumentos. Por vezes, basta conhecer os factos básicos correctos para alguém perceber que esses argumentos necessitam de adaptação:

Excertos:

Um objectivo correcto, criar um sistema de avaliação dos professores, não justifica métodos errados. E um sistema burocrático e quase kafkiano de avaliação não tem de ser aceite só porque o actual é laxista e não premeia os melhores, tal como não penaliza os piores.

Esqueçamos que os piores poderiam ser penalizados e que os melhores poderiam ser premiados se os sucessivos Governos nos últimos 10 anos o tivessem querido, incluindo este.

Mas temos mais, em especial uma parte que não tenho tempo de transcrever completamente, em que se procura que MLR perceba o que é essencial:

Deixar de ouvir apenas os yes man que por aí abundam. Tentar perceber por que motivos tem dificuldade em indicar escolas boas onde o seu sistema esteja a ser bem recebido. Se o fizesse, até porque se acredita que não perdeu a honestidade intelectual, não recorreria à demagogia rasteira de que tudo se resume a maus professores que não querem ser avaliados e a um governo justiceiro que os quer meter na ordem.

Por favor, quem não tenha aulas esta tarde, que mande um ramos de flores a este senhor.

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