Camilo Lourenço no Jornal de Negócios em crónica absolutamente fora deste mundo, tenta comparar o movimento de contestação dos docentes ao que em Inglaterra opôs os mineiros a Thatcher. O paralelismo é um bocado ridículo, mas há pouco a esperar em especialistas instantâneos em tudo, em particular quando surge com um manual de Economia Para Tótós debaixo do braço. Nem vale a pena fazer mais do que citá-lo para criticá-lo pelo absoluto ridículo da «argumentação», se é que não estou a usar o termo de forma muito ampla.

O que me preocupa é que a minha filha possa ter, em Portugal, a Educação que a Economia exige. Os professores (há excepções) estão a aproveitar uma questão pessoal, a antipatia da ministra, para mascarar o verdadeiro problema: não querem ser avaliados. Porque se habituaram a viver sem terem que prestar contas pelo mau trabalho que (muitos) fazem. É essa a questão. Ponto final.

Em circunstâncias normais eu não evocaria aqui familiares de ninguém, mas como Camilo Lourenço o faz, só posso lamentar que a filha dele seja obrigada a seguir a Educação que a Economia do pai lhe ditará. A minha, assim me seja guardada alguma clarividência, seguirá aquela Educação que bem entender, Economias à parte, mais que não seja porque se a Educação em Portugal está mal, o que poderíamos dizer da Economia apesar de tão ditosos «especialistas»?

Já agora, quando é que Camilo Lourenço foi avaliado pela última vez? Ponto de Interrogação