Sem tempo para muito mais, porque estamos em semana de avaliações e preparação da avaliação de final de período – 8 páginas de instruções para as reuniões, só para que se consiga fazer sentido da teia burocrática que o ME instalou no modelo de avaliação dos alunos!!! – tenho dificuldade em acompanhar as discussões fomentadas nos posts, em responder ao correio de forma pontual ou mesmo de seguir os links de entrada no Umbigo.

Apesar disso tento. E lá vou seguindo os fios da teia até à origem, em especial – desculpem-me os mais chegados – quando desconheço a proveniência. Hoje segui um desses fios e fui dar a um blogue com bom aspecto, escrita algo apurada e algum sentido. Contudo – e agora não me interessa identificá-lo – faz-me várias menções com um espírito que estranho. Entre outros mimos, ecoa a acusação de «desestabilizador do país» e da pertença a uma vaga conspiração «político-partidária.

Isto deixa-me apreensivo por dois motivos:

  • Numa era da informação acessível e rapidamente disponível, ainda não confirmaram que eu não pertenço a nenhuma organização profissional, sindical ou partidária. Não seria crime, mas por acaso não se confirma. Aliás, aquele que andou há meses a pesquisar as minhas pegadas na net terá confirmado isso. Perguntem-lhe. Uns artiguitos de História, uma referências à obra publicada quase só nessa área. Pouca coisa.
  • Que raio de país seria este (será?) se conseguisse ser «desestabilizado» por alguém que se senta um par de horas ao computador e escreve o que lhe vai na alma, mesmo que por vezes seja de desencanto? Alguém que participou há poucos dias na primeira manifestação pública nos últimos 20 anos. Alguém razoavelmente comodista e que a seu favor tem apenas a rapidez da escrita, resultante de algumas ideias medianamente arrumadas?

Não andarão a confundir-me com um moinho de vento? É verdade que sou de porte algo para o largo, mas estou longe de fazer mal a alguém, muito menos a todo um país, para mais governado com a qualidade, estabilidade e sucesso que conhecemos no nosso.

E por favor, não percam recursos a investigar-me ou a tentar descobrir a que tipo de carbonária pertenço, porque eu me disponibilizo a mostrar-lhes todos os meus arquivos, conta bancária, declaração de rendimentos e atestado de robustez física, já que o da psíquica não sei se…

Mandem-me meia dúzia de pastelinhos de nata de Belém, com sua canela a acompanhar, mais um cafézinho em grão (arabica) para eu moer e descansem em paz. Vírgula.