Finalmente a Confap divulga oficialmente o seu comunicado contra o que chama «INSULTOS E ACUSAÇÕES TORPES».

A análise deste comunicado daria pano para mangas, desde ligações que não correspondem ao prometido (a do protocolo) até a algumas bem recentes, que não existiam à datada abordagem de alguns temas em causa. Não o vou fazer em nome da defesa de um clima de acalmia nesta matéria.

Assinalo apenas que nada do que lá surge tem origem neste blogue ou em textos meus. Pelo qual (blogue) ou quais (textos) me responsabilizo, como qualquer cidadão civilizado que se preze da sua «obra».

No entanto a TSF noticiou ontem que o autor d’A Educação do meu Umbigo seria processado pelo presidente da Confap no âmbito da defesa perante uma «campanha difamatória». O meu nome não foi referido, mas fosse eu criatura de sensibilidades muito sensíveis, e o caldo estaria irremediavelmente entornado. Porque mails ofensivos e não anónimos também os tenho.

Mas como fui criado por pais de instrução formal mínima, mas de educação elevada, ainda sei distinguir as coisas e avaliar as situações. Para além disso, os meus muitos anos de ligação à área da Educação de jovens e crianças ensinaram-me que devemos ser tolerantes para com a incompreensão e que devemos funcionar como exemplos na nossa conduta para aqueles que educamos todos os dias, para a própria sociedade e principalmente para os nossos filhos. Tudo isso em conjunto com o apego de qualquer amante da História (e modéstia à parte até no meu caso com alguma obra publicada e mesmo premiada) ao rigor dos factos, faz com que eu continue com a serenidade e coerência que sempre tive na minha vida.

Sou duro de roer, defendo as minhas convicções até ao tutano da minha capacidade, mas nunca uso truques baixos, intimidações desnecessárias ou fundamento opiniões de forma consciente em dados erróneos ou falsos. Aliás, na dúvida, fico calado.

Por isso mesmo, hoje declarei a todos os que me falaram, escreveram ou ligaram, de amigos assarapantados a jornalistas interessados no tema, que nada tinha a mudar (nem uma vírgula, quanto muito uma gralha mal avisada) no que escrevi neste blogue acerca do assunto em causa, já nos idos de Novembro de 2007 e não depois de 1 de Março de 2008.

Como é natural, não exijo a ninguém uma retractação pública pelas insinuações feitas a meu respeito. Não faz bem o meu estilo de intervenção. Há que saber dar o exemplo.