Eu sei que globalmente o artigo de hoje de Vital Moreira parece igual a muitos outros.

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Mas talvez não seja.

Como estou cansado (um dia de testes, com eles em cima da mesa para ver e entregar amanhã, porque aqui o serviço é feito em 24 horas), poderia deixar como resposta suficiente este post da Grande Loja.

Mas como gosto de ser coca-bichinhos e de catar detalhes, aqui ficam dois, um em cada tom:

  • Acho que pela primeira vez, Vital Moreira não diaboliza completamente os professores e, por duas vezes, chega a conceder que têm direito a manifestar-se e defender os seus interesses. Embora se devam subordinar aos altos interesses do estado. Como antigamente, diga-se.
  • Por outro lado, Vital dá a receita estalinista para acabar com as contestações. Dividir para reinar: isolar os «radicais» e conquistar «pelo menos a compreensão dos sectores mais moderados». Acho que em Gondomar se fez isso no fim de semana.

Mas fica-me uma dúvida: eu, que no sábado passado fui à primeira concentração «corporativa» em 42 anos de vida e nunca fui militante de qualquer partido ou sindicato, serei «radical» ou «moderado»?

É que se sou «radical» não me sinto isolado. Se sou «moderado» o que têm para me oferecer? Caravelas douradas?