Não vou ter hipóteses de responder, nos posts ou por mail, a todas as pessoas que se têm mostrado solidárias comigo neste episódio pífio e sem sentido que ocorreu hoje e que deu origem a notícias como esta que eu não entendo. Lendo o texto percebo que afinal não sou o visado, pois nada do que lá está escrito é da minha responsabilidade, muito menos este considerando:

Albino Almeida disse acreditar que esta campanha tem interesses “político-partidários”, considerando que “os seus autores estão unicamente interessados na desestabilização social do país”.

Caso isto me fosse dirigido, a falsidade seria por demais evidente, pelo que acho que se trata de qualquer equívoco de alguém que, até ao momento, fez a gentileza de não especificar no local apropriado ao que se refere e a quem.

Se a coisa se resumir ao que de manhã era dito na TSF, então o motivo da intimidação é risível:

A Confederação Nacional das Associações de Pais vai processar judicialmente aos autores de dois blogues que anunciaram, na Internet, que a Confap recebe subsídios do Ministério da Educação (ME).
A «Educação do meu Umbigo» e «Ensinar na Escola» são os dois blogues onde circulam as contas da Confap.
Nestes blogues lê-se que, em 2006, a Confap terá recebido do ME quatro transferências no valor de cerca de 155 mil euros, num total de receitas de 166 mil euros.
Nesta medida, sublinha o autor de um dos blogues, «a Confap existe porque o ME quer que exista; sem ela, definharia».

O que aqui fica escrito é que eu divulguei que a Confap recebe subsídios do Estado, o que Albino Almeida confirma, que a Confap tem contas públicas (penso que até é obrigatório e estão na página da organização) e que na minha opinião sem esses subsídios a dita organização «definharia».

Pois. Confirmo. Processem-me por escrever duas verdades e dar a minha opinião sobre elas.

Será que há quem não perceba que isto são dois enormes tiros nos próprios pés? E não falo dos meus…