Porque, dada a urgência dos problemas educacionais de hoje, deverá alguém preocupar-se com a história das reformas educacionais? A julgar pelo carácter a-histórico da maior parte da actual conversa política acerca da reforma, os inovadores devem considerar a a amnésia como uma virtude. E, nas raras ocasiões quando os reformadores discutem a história da escolarização, oferecem normalmente um retrato do passado de maneira politizada, estilizada como uma idade dourada a resuaurar ou como um legado aterrador para ser repudiado.

Qeum queira melhorar a escola é um prisioneiro da história de duas maneiras. Todas as pessoas e instituições são o produto da história 8definida como os acontecimentos passados). E quer estejam conscientes disso ou não, todas as pessoas usam a história (definida como uma interpretação dos contecimentos passados) quando fazem escolhas acerca do presente e futuro. A questão não é se as pessoas usam um sentido do passado na condução das suas vidas, mas quão rigorosos e apurados são os seus mapas históricos: são as suas inferências atentas ao contexto e complexidade? São as suas analogias plausíveis? E como é que compreensões alternativas do passado produzem diferentes visões do futuro.

A história fornece todo um armazém de experiências com pessoas mortas. Estudar essas experiências é barato (o que não é de somenos quando os fundos são curtos) e não usa pessoas (normalmente os pobres) como cobaias vivas. Muitos problemas educacionais têm raízes profundas no passado e muitas soluções já foram tentadas antes. Se algumas “novas” ideias já foram tentadas,e muitas já o foram, porque não ver o que alcançaram no passado?

(David Tyack e Larry Cuban, Tinkering toward Utopia – A Century of Public School Reform. London: Harcvard University Press, 1995, p. 6)