Sábado, 1 de Março, 2008


Duffy, Mercy 

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Mas há quem insista em ver fantasmas. Quem não perceba. Quem insista em agarrar-se aos seus preconceitos. Quem pergunte como que em descuido, «qual foi o sindicato que organizou isto?» Como se não desse nas vistas. Como se milhares de nós não andássemos nisto exactamente porque sabemos que é a nossa vontade, a nossa liberdade que estão a expressar-se e não outra coisa.

Claro que quem não concebe que sejamos verdadeiramente livres de amarras organizacionais, fica confuso, prende-se sem remédio à sua própria forma espartilhada e redutora de ver o mundo e desconfia.

Adenda: O material que me tem chegado para postar é imenso. Amanhã e 2ª feira irei tentando divulgar o que possa. Não é esquecimento em alguns casos, é mesmo falta de tempo.

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Público, 1 de Março de 2008, 1ª página.

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Sol, 1 de Março de 2008, p. 4

Já não há solidariedade ou lealdade que resistam. É o salve-se quem puder. Valter Lemos ao tentar arrasar Benavente esquece-se que ele esteve bem ligado às concepções desastrosas que conduziram ao despacho Normativo 98-A/92. Afinal não era ele um dos elementos da Equipa de Avaliação de Alunos do Departamento de Avaliação Pedagógica do Instituto de Inovação Educacional, autor e co-autor de obra fácil de encontrar destinada a vulgarizar pelas escolas os novos conceitos de avaliação laxista típicos da época?

Esquecer-se-á Valter Lemos que um aluno entrado em 1992-93 (quando o modelo de avaliação foi implementado) no 1º ano do sistema de ensino só chegou em 2000-01 ao 9º ano e em 2003-04 ao 12º?

Será que ele não sabe que os péssimos resultados dos alunos portugueses também são de sua co-responsabilidade?

Ou a memória é selectiva?

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A primeira página é do Público de ontem.

Hoje foi interessante vê-lo na Televisão, na mesa de honra, a apadrinhar um evento confapiano, ao lado do Pai da Nação e a elogiar a Ministra da Educação!

A vida é feita de enganos e desenganos e nem tudo o que parece é, mas será que alguém, em seu perfeito juízo acha que é seguro deixar a Educação, como pretende o novo modelo de gestão, entregue a este tipo de tríade MLR-AA-VL?

Não acham que o Apocalipse, por comparação, até é uma coisa suave?

cavaco1mar08.jpgNão me acusem de cavaquista, mas parece-me que há quem se esteja a apressar a fazer uma leitura apressada da parte em que Cavaco Silva falou em que se devia evitar tornar o clima de tensão na Educação uma questão «político-partidária».

Curiosamente, ou talvez não, eu leio a coisa num sentido diferente: Cavaco Silva parece querer que os partidos se afastem deste tipo de discussão e do movimento de contestação e com isso até concordo. Acho mesmo que a crítica se dirige ao PSD que decidiu, formalmente, apoiar ou aderir a uma greve de professores.

Ora, também acho que este movimento de contestação deve ser deixado fundamentalmente aos professores, pois ele é transversal ao espectro partidário. E terá tanto maior valor, legitimidade e impacto quanto não se deixar instrumentalizar por ninguém.

Será que não concordam com esta possível leitura?

É que o homem tende a ser algo evasivo e críptico nas suas formulações, para evitar pruridos públicos evidentes com Governo e partidos, mas acho que esta minha leitura das suas declarações não será descabida, atendendo ao contexto.

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Umas boas centenas de amigos e conhecidos rumaram hoje até à Praça do Bocage em Setúbal para conviver e fazer algum exercício físico. A tarde estava cálida e a cidade ainda tem os seus recantos agradáveis. Toda a gente gostou de andar um pouco e acenar a quem passava. Alguns turistas estranharam, mas foram informados do que se passava. Assim como os elementos da comunicação social que ali acorreram. Tudo decorreu de forma assinalavelmente ordeira e cívica, como é apanágio da classe profissional ali maioritariamente representada.

Podriam ter sido mais, mas parece que o norte da península de Setúbal se está a guardar para dia 8 de MArço. Pelo menos eu espero ver muitas caras que hoje não fizeram o necessário aquecimento.

As forças policiais zelaram, com enorme simpatia, pela segurança de todos e merecem aqui o nosso respeito e compreensão.

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Viana: Mais de três mil professores numa manifestação com muitos lenços brancos para a ministra

Viana do Castelo, 01 Mar (Lusa) – Mais de três mil professores manifestaram-se hoje em Viana do Castelo contra as políticas educativas do Governo e exigiram a demissão da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, acenando-lhe com lenços brancos e dispensando-lhe ruidosas vaias.

O protesto, convocado por SMS (mensagens de telemóvel), começou na Praça da República, onde os professores cantaram, em coro e repetidamente, “Está na hora, está na hora, de a ministra ir embora”.

Durante mais de duas horas, os professores fizeram ouvir as suas vozes de descontentamento pelas ruas da cidade, tendo o protesto terminado frente ao Governo Civil, onde centenas e centenas de lenços brancos voltaram a esvoaçar, exigindo a demissão da ministra da Educação.

“Ao contrário do que parece que está a passar para a sociedade, os professores não estão nestes protestos por todo o País por causa da avaliação e da forma como ela vai ser feita. A avaliação foi apenas a gota de água que fez transbordar o nosso copo. Estamos fartos de medidas mal pensadas, completamente descontextualizadas, e por isso é que tivemos de sair para a rua”, disse à Lusa a professora Fátima Laranjeira.

“Não aguentamos mais esta política, atingimos o ponto de saturação total”, acrescentou a mesma docente.

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