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Paulo Guinote, professor na Baixa da Banheira e autor do “blog” mais visitado sobre questões educativas – “A Educação do Meu Umbigo” – é de opinião que estes movimentos “surgem um pouco por todo o país porque o mal-estar docente é generalizado e deixou de ser um mero estado de alma para se tornar algo muito concreto que surge como reacção perante sucessivas medidas do ME que ultrapassaram largamente o limiar do tolerável para qualquer grupo profissional que preze a sua dignidade”.Entende, também, que se trata de fenómenos espontâneos, com um suporte quase virtual, “porque as novas tecnologias permitem um mobilização em rede, com base em ideias e objectivos comuns e não necessariamente a partir de estruturas organizativas instaladas no terreno”. (JN, em resposta a questões de Fernando Basto)

A breve é do Correio da Manhã de hoje.
E 8555 entradas ontem para inchar.
É que mesmo com os repetentes, é muita gente.
E como eu acho desde que tudo isto começou, somos o grupo profissional qualificado mais vasto do país. Temos por isso o hábito, para além do dever, de nos informarmos, de darmos a nossa opinião, de discutirmos, de termos a nossa voz e tanto melhor se for plural. É um dos resquícios, que nem todos apreciam ou querem que continue, de hábitos democráticos.

Para além disso, quem diz que os professores são uma classe apática, conservadora e acomodada?
Por este caminho seremos os primeiros, pelo menos por cá, a inaugurar toda uma nova forma de reavivar a contestação social e as formas de mobilização e circulação de informação em rede.

Claro que só ficam surpreendidos os que não sabem exactamente o que se passa nas Escolas e que acreditam que o marasmo e a submissão são a regra.

Mas erros de apreciação desse tipo são muito habituais em políticos e analistas demasiado acomodados às suas próprias ideias e preconceitos.

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