É para onde caminha todo o processo, neste momento. Em vez de se erguer um sistema compreensível e exequível, criou-se um polvo burocrático que agora se tenta enxertar, esquecendo que o que nasce torto, só com dificuldade fica direito como um fuso.

Claro que eu sei que este modelo apenas visa legitimar – com o argumento da recompensa do «mérito» e não sei quê – o estrangulamento da progressão na carreira.  O resto são flores.

Só não se incomoda muito quem já não tinha margem de progressão.

Só que, como as coisas evoluem, quer-me parecer que se acentuarão cada vez mais os fenómenos adivinhados desde o início: por um lado os que querem usar este sistema para exercer os seus poderzinhos pessoais, por outro quem sabe que isto deve ser encarado com a necessária relatividade e bom-senso. As alterações introduzidas nos últimos dias visam apenas descomprimir as tensões existentes mesmo entre os papistas.

Claro que a ideia é manter toda a gente dois anos sem progredir, estendendo de forma abusiva e artificial o congelamento. Tudo o resto é acessório. Acredita na bondade dos truques de última hora apenas quem gosta de ficção. Que sentido tem, por exemplo, observar aulas deste ano no ano seguinte? Ou suspendiam efectivamente no presente ano a implementação do sistema e faziam para o ano as observações e avaliações respectivas, ou tudo não passa de um folhetim, cheio de peripécias, mas de fraco conteúdo e péssima forma.