Em passeio pela blogosfera leio Helena Damião no De Rerum Natura sobre a prestação da nossa Ministra, suponho que naquele não-debate da Sic Notícias:

O que a senhora Ministra Maria de Lurdes Rodrigues disse foi mais ou menos o seguinte: a avaliação do desempenho docente enquadra-se na política de avaliação da função pública, e no ensino, tal como nas restantes profissões da função pública, a excelência, como todos sabemos, é rara. Não temos 70 % de pessoas excelentes e 30 % de pessoas normais. O que temos, infelizmente, é o contrário.

Interpretei tal afirmação do seguinte modo: antes de se realizar a avaliação do ensino e de se apurarem os resultados da mesma, a senhora Ministra da Educação já sabe, e lamenta, que tenhamos uma minoria de professores excelentes. Em números redondos: trinta por cento.

Isso é que era bom, digo eu. Trinta por cento de Excelentes para os professores. Nada disso! Com sorte teremos direito a 5-10% de quota, mais uns 10-20% de Muito Bons e upa-upa, que não sei se lá chegará.

Mas esta lógica da raridade da excelência é naturalmente reversível. Como é natural a lógica ministerial voltada contra si mesma significa que menos de uma unidade (0,9) da equipa ministerial é Excelente.

O que pensando bem, realmente parece exagerado. Eu acho mesmo que a quota de 5-10% de excelência é capaz de ser suficiente. O que dá algo como 0,15 a 0,3. Isso já acho mais natural. Não coloco em causa que, pelo menos, um dos elementos tenha uma parte de si que é excelente. Pena que não seja na área da Educação.