Eis um exemplo, chegado via Conceição C., de como há quem não esteja contra este modelo de avaliação e atropele os próprios pés na ânsia de se chegar mais à frente.

O modelo original chegou-me em formato não suportado pelo WordPress, pelo que o transformei em ficheiro de Word, mas ficou algo esquisito (avaliacao-de-desempenho.doc). É de um agrupamento de Leiria e o documento ainda está em discussão, pelo que por enquanto não identifico a origem:

Chamo a atenção em especial para alguns parâmetros, como aqueles em que se avaliam negativamente aspectos como:

Verbaliza a sua insatisfação/satisfação face a mudanças ocorridas no Sistema Educativo/na Escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares.

Ou:

Mantêm uma relação pedagógica com os alunos produtora de:
• expulsão de aluno(s) da sala de aula;
• atitudes de rejeição do aluno face à frequência da respectiva aula;
• desinvestimento do aluno na disciplina.

Ou:

Coloca as causas do insucesso dos alunos em situações de vida do discente ou no seu perfil.

Ou:

Os alunos das turmas atribuídas ao docente pioraram ou mantiveram o seu desempenho.

É todo um admirável mundo novo que se abre para aqueles que sempre tiveram o pior dentro de si, só que não tinham oportunidade de se esconder por detrás do Ministério da Educação para promoverem caças às bruxas e perseguições por delito de opinião, como acontece no primeiro exemplo citado.

Não há que ter dúvidas: eles vivem e andam entre nós. E nem precisamos de óculos especiais para os ver como no clássico filme do John Carpenter que agora vai fazendo 20 anos.