Era uma vez um quadro superior de uma empresa de comunicações que foi chamado, em desespero de causa, para substituir o bode expiatório do caos dos concursos para o ano lectivo de 2004/05.

Passado um par de anos, deu lugar a novo quadro superior, directamente transferido do Gabinete do Secretário de Estado da Educação.

Mas o gosto pela Educação parece ter ficado enraízado e qual não é o meu espanto quando o encontro, não muito tempo depois de ter cessado funções,  como  director de comunicação de um projecto (EPIS – Empresários Para a Inclusão Social, iniciativa patrocinada pelo banqueiro João Rendeiro e que congrega muitos novos interessantes na área da Educação, Econnomia e Política nos seus órgãos sociais) vocacionado para o combate ao insucesso escolar, surgindo associado a iniciativas mais ou menos relacionadas com o ME.

Mas como ele encontramos na EPIS outros nomes bem conhecidos e ainda neste momento activamente relacionados com o ME.

Serei eu que sou demasiado esquisito, ou isto tudo me parece demasiado comunicante?

Não é nenhum processo de intenções ou querer cortar a carreira de ninguém, mas não deveria, de uma vez por todas, existir o tal período de nojo, na transição entre o exercício de funções públicas e privadas no mesmo sector de actividade?