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Uma questão que foi debatida na reunião de sábado foi a necessidade de combater qualquer fenómenos de isolamento e enquistamento do debate em torno da Escola Pública, mais em geral, ou da situação dos docentes, num âmbito mais particular.

Esta necessidade de combater o isolamento passa principalmente por:

  • Aprofundar o diálogo em torno destas questões entre os vários actores envolvidos no fenómeno educativo, de modo a não se criarem falsas clivagens. Sendo a qualidade da Educação Pública uma preocupação comum a alunos, famílias e professores, é prejudicial que não se criem canais de contacto entre todos.
  • No caso específico dos professores motivá-los para reanimarem hábitos de discussão local, ao nível das escolas ou mesmo inter-escolas, sensibilizando por exemplos os Centros de Formação para promoverem acções em torno destes problemas.
  • Para além disso, dinamizar a existência de redes de circulação da informação, aproveitando os recursos e a rapidez de contacto das novas tecnologia, pois as comunidades que se têm vindo a criar são bem mais numerosas do que por vezes pode transparece, o que se traduz nas audiências de vários blogues dedicados a estes assuntos. Correndo o risco de voltar a ser apelidado de narcisista, sublinharia o facto de nos últimos dias o número de acessos a este espaço ter chegado a ultrapassar os 5.000, sendo esta semana superiores a 30.000, o que equivale, no mínimo, a mais de 3.000 visitantes diários diferentes.
  • Incentivar a opinião pública e publicada, assim como a comunicação social para exercer um escrutínio crítico mais apurado sobre a produção retórica do Ministério da Educação contra a classe docente que, pelos vistos, está bem, mais vista em termos sociais do que a tutela desejaria. Assim como a desmontar o discurso em torno do Sucesso, de modo a demonstrar como a realidade do atraso educativo nacional não melhorará, enquanto a preocupação for em ocultá-la atrás de uma simples cosmética estatística.
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