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Da reunião de ontem ficaram diversas ideias que será útil discutir em futuras ocasiões, recebendo o contributo de quem não esteve mas que tem interesse em contribuir na medida das suas possibilidades para um movimento que force a abertura do debate sobre questões educativas a todos aqueles que a devem executar e não apenas às cúpulas organizacionais que se reúnem de forma coreográfica para, numa conversa de surdos, não arredarem pé das suas próprias posições.

Em particular da parte do ME as repetidas declarações de Maria de Lurdes Rodrigues contra qualquer hipótese de diálogo com os sindicatos, em especial a Fenprof, os dichotes largados de cada vez que algum membro da equipa ministerial se desloca ao parlamento (relembremos que a dos «professorzecos» não é a primeira, mas apenas a última de uma série de infelizes declarações mais ou menos públicas) ou as afirmações do SE Pedreira que, independentemente da sucessão de pareceres contrários a várias medidas deste novo modelo de gestão escolar (de especialistas ao Conselho de Escolas), são de molde a desconfiar dos «debates» ou «discussões» públicas que o ME promova ou anuncie, pois mais não passam do que do cumprimento formal de obrigações a que não se podem eximir, mas cuja verdadeira função é desprezada.

Por isso, surgiram diversas propostas sobre o que fazer, das quais destaco uma mão-cheia desde já pois algumas, sendo complementares e não antagónicas, revelam uma pluralidade de olhares sobre a situação existente.

A ordem não tem qualquer outro significado que não seja a sua sucessão temporal na troca de ideias (e o meu registo), assim como algumas das posições acabaram por colher o apoio de outra(o)s colegas presentes nas suas intervenções.

  • A necessidade de pressionar os sindicatos para reavivarem um contacto a sério com as bases, realizando sessões em todas as escolas sobre os temas da actualidade (avaliação, modelo de gestão, divisão das carreiras), principalmente para colherem o contributo dessas mesmas bases no sentido de as cúpulas organizativas agirem em conformidade com o sentir dos que afirmam representar (Manuel).
  • A urgência de criar uma forma de organização institucional para um movimento que queira ter uma intervenção mais activa na resistência à implementação destas medidas, nomeadamente quanto à contestação jurídica de alguns dos diplomas recentemente aprovados (Mário, Francisco T., António F.)
  • A importância de se encontrarem formas novas e diferentes de actuar no terreno, de forma tanto a cativar a atenção da opinião pública como de evitar conotações com comportamentos do passado, actualmente pouco eficazes (Luís).
  • Exploração dos meios de comunicação actuais como o ciberespaço e a blogosfera para alargar, informando e mobilizando) a comunidade de todos aqueles que estejam interessados em colaborar com este movimento, a partir das suas escolas e regiões (Teresa, Paulo).
  • Utilizar todos os meios para sensibilizar os meios de comunicação social para a divulgação deste tipo de iniciativas e tomadas de posição, assim como para exercerem a sua função de escrutínio sobre a retórica discursiva do ME (Paulo).
  • Necessidade de agir de forma rápida e eficaz, na frente jurídica, comunicacional , fazendo propostas concretas (Francisco S.), complementando uma oposição clara às medidas em vigor, desde logo em relação ao modelo de filosofia para a Escola Pública que se pretende (Ana Paula, Manuel, Carmelinda, Ludovina).
  • Alargar o debate para além do âmbito da classe docente, procurando a confluência dos movimentos associativos de pais e estudantes para a defesa de um projecto coerente de Escola Pública (vários).

Claro que esta é uma forma resumida e lacunar de apresentar algumas intervenções, assim como outras não estão aqui completamente apresentadas.

(continua… sendo útil ler o relato de outros participantes no Talvez uma Península e no (Re)Flexões)

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