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A completa falta de civismo básico na forma da tríade-maravilha do ME tratar os professores em público ou privado já é conhecida.

Não estranho que tenha cobertura ao nível da chefia do Governo, atendendo a tudo o que sabemos sobre aquilo-que-já-não-convém-nomear.

E percebe-se que certos agentes provocadores usem este mesmo modo de linguajar para nos atacar.

Agora só acho que, fazendo a Presidência da República questão em fazer veicular para a opinião pública a forma como exerce o seu magistério de influência sobre o Governo e o «apreço» pela Ministra da Educação, devia aproveitar para, em privado e não apenas de forma semi-críptica em mensagens cerimoniais, fazer algo mais quanto à decência mínima exigível a quem ocupa cargos públicos, para que não foram eleitos mas meramente cooptados, sem que ninguém soubesse que eram estes os presentes que vinham na rifa eleitoral.

Porque quando me aparecem aqui, ou leio em outras paragens, certas sensibilidades mais delicadas a acusar os docentes de serem muito críticos, gostaria que me justificassem esta forma absolutamente rasteira de um governante se referir aos profissionais que tutela.

Porque se não há escolas sem alunos, gostaria de ver ministros ou secretários de estado da educação sem cidadãos ou sem professores.

E «professorzeco» posso ser mas em nenhum momento me baixaria ao nível deste pessoal político de refugo. Aliás, para um «professorzeco», mesmo que não titular, passar para uma secretaria de estado deste tipo só poderia ser considerada uma despromoção profundamente inqualificável.

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