Quinta-feira, 24 de Janeiro, 2008


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Sobre como chegar à reunião de dia 26, para aqueles que o solicitaram. Se alguém pediu e não foi contemplado, agradeço mesmo que repitam o pedido por mail, que é para não falhar. Não sei porquê, mas por causa das dúvidas, gostava mesmo que quem pretende aparecer e não sabe o caminho enviasse o pedido por mail, porque há por aí quem desconfie que os números do Umbigo e da petição são uma mistificação e que andamos a inventar coisa.

Rápido, claro, objectivo e articulado nas respostas. Nesse aspecto, ainda bem que o Paulo Sucena se retirou das lides.

Houve ali um pequeno vacilar quando chegou à parte da territorialização das políticas educativas, em que o pé ia resvalando, mas recompôs-se a tempo.

Agora é só revelar a mesma presteza e acutilância nas formas de contestar concretamente as medidas em curso.

Ministério altera prazos da avaliação de desempenho dos professores

Medida mais do que óbvia, decorrente da absoluta inexequibilidade de um sistema mal pensado a variadíssimos níveis.

Mas uma medida tão legal como a repetição dos exames de Química e Física ou a alteração, a meio do processo, dos critérios do concurso para provimento dos professores-titulares.

Já antes se enxertara a criatura ao decidir-se que, afinal, os Coordenadores de Departamentos não seriam avaliados já este ano lectivo pelos enviados da IGE. Fazer isso seria impossível com os inspectores disponíveis e obrigaria à completa paralisia da avaliação externa das Escolas.

Mesmo assim e mesmo recrutando mais umas dezenas de inspectores, continuaria a ser impossível avaliar 8000 docentes com duas centenas de avaliadores externos.

Solução: obrigar de forma ilegal as Escolas a reduzir o número dos Coordenadores de Departamento para 4 (Secundárias ou EB 2/3 não agrupadas) ou 6 (agrupamentos verticais com os 3 ciclos do Ensino Básico e pré-escolar). Assim já será vagamente imaginável uma avaliação superficial, mesmo se pouco credível para quem conheça os meandros de um processo sério de avaliação.

Quanto ao resto do povo docente, decreta-se a 10 de Janeiro que há 30 dias para colocar tudo em marcha, só que o diploma não sai acompanhado dos anexos indispensáveis para cumprir o que ele próprio determina. Pior: o Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, que deveria produzir e certificar esses instrumentos de avaliação, é algo com a existência material do limbo.

Solução: divulgam-se umas grelhas (que certamente se adivinham de feitura cuidada) duas semanas depois, a meio do prazo que o próprio ME definiu para estar tudo em marcha e determina-se de forma «superior» que os prazos decretados em DR não são para cumprir.

Serei só eu a achar que isto se combate pela via jurídica?

Durinho, durinho, como convém (recomendace.pdf). Afinal a Força esteve mesmo com ela(e)s.

Não sei se estas recomendações foram elaboradas por unanimidade ou maioria. Pessoalmente, se foi por maioria, gostaria de conhecer as declarações da minoria, as suas justificações e a sua identidade.

Para mais tarde a(o)s recordarmos.

Numa primeira leitura, bastante na transversal, parece-me um parecer razoavelmente articulado e com a sua dose de coragem (quem quiser tem aqui o ficheiro: parecer-ce.pdf).

Será que o Ministério da Educação, que promoveu a criação de do Conselho de Escolas irá apelidar a posição de corporativa ou, como em relação à Fenprof, recusará qualquer hipótese de diálogo?

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DEBATE
sobre a Proposta do
Regime Jurídico de Autonomia,
Administração e Gestão
com a participação de
Ana Maria Simões
Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Gago Coutinho
António Seixas
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Carnaxide-Valejas
João Barroso
Professor Catedrático da Universidade de Lisboa
Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Natércio Afonso
Professor da Universidade de Lisboa
Vice-Presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
e moderação de

Beatriz Bettencourt
Presidente do Fórum Português de Administração Educacional

ANFITEATRO
da

FACULDADE DE PSICOLOGIA E DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO

Universidade de Lisboa

30 de Janeiro de 2008
16:30 / 19:30
ENTRADA LIVRE

Neste momento sucedem-se algumas iniciativas sobre a proposta de novo modelo de gestão escolar. Muito em cima do prazo para final do debate público e provavelmente com poucas consequências que não seja ajudar a esclarecer quem pode comparecer.

Lamentavelmente para muitos de nós, por muito que gostássemos, é impossível aparecermos. No meu caso, reunião de DT’s por causa das últimas novidades relativas à disciplina de Formação Cívica.

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