Pertenço ao grupo híbrido de HGP/LP, ex-1º do 2º CEB, agora grupo de recrutamento 200. Formação de base em História, profissionalização em HGP/LP.

De acordo com o novo modelo que querem impor de 4 departamentos, seguindo-se a lógica enxertada do decreto-lei 200/2007 devo pertencer ao Departamento de Ciências Sociais e Humanas.

Mas lecciono Língua Portuguesa, com a respectiva habilitação para a docência certificada e diplomada.

Quem tem interesse num novo equilíbrio de forças, acha que apesar disso os docentes como eu não têm cabimento no Departamento de Línguas.

Por extensão (apesar de termos habilitação para leccionar LP), insinuam que devemos deixar de leccionar Língua Portuguesa.

As guerrinhas em torno do crédito horário não são estranhas a estas estratégias, embora confesse que me desgostam quando partem de quem se afirma contra este modelo, mas logo aproveitam para cavalgar a onda.

Não estando alteradas as habilitações para a docência, os grupos de recrutamento e até atendendo ao desejo de criarem professores generalistas e agruparem disciplinas mesmo no 3º CEB, custa-me compreender o desejo de alguns em cercar aqueles que parecem estar em situação de maior vulnerabilidade.

Não sei o que se passa em todo o lado, mas estas situações começo a ouvir que se repetem, ali, aqui, acolá. O que é lamentável, pois corresponde a um dos desígnios do ME: prometer algo a uns, para ver se conseguem ser instrumentalizados contra os outros.

Foi assim primeiro com os titulares; foi depois com os Coordenadores dos Departamentos Curriculares legais; é agora com os Super-Coordenadores dos novos Mega-Departamentos impostos sem fundamento legal.