Lê-se e consegue acreditar-se que afinal em Portugal as formas de manipular os factos, as leis, as palavras e os actos ainda não atingiram a sofisticação a que chegaram nos EUA, mesmo se para lá caminhamos.

Sem que seja necessário tomar qualquer posição (política, ética ou moral) sobre o caso concreto é impossível não admirar o nível que atingiu o cinismo da argumentação jurídica em defesa do ex-senador Larry Craig.

No essencial não é um exercício muito diferente dos valentins locais que deixaram de contestar os actos praticados, preferindo antes refugiar-se em meras tecnicalidades