Mas eu gosto, exactamente porque não sou notável, porque tenho um ego bem reforçado e detecto um agent provocateur à distância.

Para os mais regulares frequentadores deste blogue não é necessário sublinhar que as posições discordantes da minha são normalmente rebatidas com vigor e vocabulário equiparável, mas sempre dentro do respeito pelo direito alheio à opinião. Também sabem que normalmente a discussão se mantém dentro de níveis muito razoáveis de civilidade e que são residuais as trocas de comentários que excedem um certo nível de linguagem. A minha parcela politicamente correcta (que existe) regozija-se com isso.

Diferente é a estratégia de ataque ad hominem que um ou dois comentadores (que variam de nick em nome da frontalidade e transparência e surgem quase sempre de forma coincidente com a produção legislativa do ME, desde os tempos da discussão do ECD) usam para me qualificar como «esquizofrénico», «desequilibrado», «anão», entre diversos outros mimos dignos de um trauliteiro de 3ª linha, aproveitando ainda para insinuar o que bem entendem sobre o meu desempenho profissional e eventuais desejos de protagonismo público.

Nada de isso me incomoda pessoalmente, porque quem anda à chuva molha-se e eu até estava preparado para pior. Só peço aos restantes frequentadores deste espaço que não se deixem intimidar por este tipo de intervenção, nem reajam de forma a justificar que «aquele(s) que bem sabemos» tenham razão para nos apontar o dedo.

Porque não esqueçamos que quem age de tal forma vergonhosa é quem defende, e defendeu num passado recente as políticas do ME, se incomodou com a análise da dependência financeira da Confap (curiosamente muito activa estas semanas, o que deve ser bem avaliado pelo ME na altura de renovar os subsídios) e sempre se preocupou em ofender os professores que ousam manifestar a sua opinião de forma independente.

Problemático seria que esses comentadores “críticos” fizessem sentido. Como se limitam a demonstrar toda a sua falta de nível argumentativo, escassa educação básica e pobres maneiras à mesa, só temos a ganhar com tais manifestações de descontrole. Eu se fosse aos seus patrões ficaria triste com a figura que faz(em) os seus guardas-avançados censores.

Quanto a mim, só consegue(m) deixar-me mais convencido de que estou a aborrecer quem devo e quem se achava acima da crítica do vulgo. Que sou eu. O vulgo. O anão. O esquizofrénico.