Já aí está publicado o regime de avaliação dos docentes (já consegui inserir o link directo, nada como um computador caseiro já fora de prazo para superar todos os problemas técnicos).

Um tipo lê os artigos 8º e 9º e fica logo feliz para o resto do período.

Depois, se o novo regime de gestão escolar seguir em frente sem alteração nas “cadeias de comando”, as consequências poderão ser muito maiores do que as que se adivinhavam antes, quando se discutiu este o projecto. E o tal problema da avaliação com base nos resultados dos alunos e opinião dos EE’s será bem mais espinhoso do que o imaginado, pois haverá quem no Conselho Geral possa pressionar o Director Executivo trismestralmente, Director esse que nomeia na base da confiança quem faz a avaliação do resto do corpo docente.

O que me irrita mesmo, desculpem-me os fumadores mais inveterados, é que a maior parte das pessoas continua a leste disto nas escolas e boa parte está mais preocupada com o tempo disponível para a próxima ida até ao portão ou a esplanada da frente.

Adenda: O J. M. Alves demonstra o que já era óbvio. A operacionalização da avaliação dos docentes neste ano lectivo, nas condições previstas, só é exequível com dias de 36 hora, com seres sobre-humanos e a paralisação parcial do funcionamento normal das escolas. Gostaria mesmo de saber a opinião do Conselho de Escolas sobre isto. E já agora de quem promulgou esta lei. E do Conselho Nacional de Educação. Porque depois os ruins seremos nós. Porque o papel da IGE nisto tudo já foi retirado de cena.