José Sócrates não vai propor referendo ao Tratado de Lisboa

Nada de novo.
Não pela falta ao prometido no programa do Governo, porque a isso já estamos habituados.
Principalmente porque as fugas de informação sobre as preocupações europeias e os avisos presidenciais foram sendo largados desde o final da passada semana para aplainar o terreno.

Agora basta ser cara de pau e dar o dito pelo não dito, baralhando toda a argumentação usada antes para justificar o referendo à IVG.

Mas o que eu mais estranho é que, estando de acordo sobre o Tratado e o eventual “Sim” as forças políticas que dizem representar 80% ou mais dos portugueses, porque será que receiam a realização do referendo?

Não me venham com os custos do referendo e o baixo nível de adesão nos referendos já realizados, porque então é melhor que me digam se a Democracia sempre tem preço e se o tem qual é o limite dos custos que os actuais senhores da política acham razoável para a praticar.

Eu não me importo de pagar um pouco mais de IRS só para ter a certeza que há dinheiro para os referendos prometidos.

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