Lançada a discussão pública do projecto de decreto-lei a 26 de Dezembro apostava-se, obviamente, na falta de impacto mediático da coisa.

E claro que se pretende que a discussão voe o mais rasteira possível.

Infelizmente a estratégia está a resultar: de todos os colegas com quem falei (fora da blogosfera) do assunto desde ontem, ninguém, mas mesmo ninguém, leu mais do que um destaque de jornal ou então limitou-se a ouvir uns soundbytes do discurso de Sócrates no Parlamento. Mesmo pessoas com posições de relevo e cargos que serão tocados por esta nova legislação.

Ninguém sabe que existe um período para consulta/discussão, muito menos qual o prazo, apenas um pouco sobre as alterações que irá trazer.

A estratégia da anomia generalizada está a começar a funcionar.

Para muitos docentes, tudo isto já parece ter deixado de ser do seu reino.

O que não pode ser.