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Não sei porquê – deve ser do estado quase-gripal – deu-me nos últimos dias para dar uma olhadela ao Diário da República electrónico.

Aquilo é um mundo, sim senhor. Pena não ter uma mesinha daquelas retrácteis no eu WC para levar o portátéle e substituir a leitura que por lá faço e que ocasionalmente acaba nos elementos químicos estranhíssimos que constituem as pastas de dentes e champôs e quase me fazem voltar a lavar os dentes só com água e o cabelo com sabão azul e branco.

Vai daí e encontram-se coisas bonitas, como ia dizendo. Neste caso é mesmo uma coisa notável, pois é o processo de candidatura de avaliadores externos dos Centros Novas Oportunidades que tanta certificação, qualificação e diploma têm dado ao nosso país e continuarão a dar nos próximos anos, até cairmos para o Atlântico de tão diplomados e certificados.

Gosto em particular dos requisitos  (ponto III) que exigem uma formação de nível secundário ou superior e depois elencam (que linha nova palavra que esta é) uns quantos critérios “preferenciais”, onde toda a subjectividade cabe e onde o cartão ou o contacto certo farão toda a diferença na selecção final.

E, como acho desde o início e não estou só nessa crença, é a esta rede de certificadores e avaliadores de certificadores que o projecto das Novas Oportunidades vai servir mais e garantir ocupação adicional rentável, assim como será nesta teia burocrática que os milhões da UE se escoarão preferencialmente.

Os formandos esses, são apenas o pretexto para todo este aparato, assim como funcionam bem como figurantes em alguns “eventos” propagandísticos ou motivo para auto-elogio da política governamental na boca do nosso Porreiro-Ministro.