Terça-feira, 25 de Dezembro, 2007


Que esta interrupção lectiva é capaz de nos sair cara. Oxalá me engane.

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Os miúdos inicialmente ficavam algo desconcertados quando se apercebiam, no Setembro ainda quente, do relógio com a cara do Tintin no pulso do professor. Professor que é professor não lê banda desenhada, nunca tocou num Tio Patinhas sequer. Professor nunca foi miúdo, nunca jogou à bola, nem chegou atrasado às aulas. Professor nunca ouviu música que valesse a pena e estranha-se que saiba escrever correctamente os nomes das músicas e artistas que agora a malta idolatra.

Pelo menos agora parece-me que não vão conseguir conhecer o novo personagem. Cá para mim vão pensar que é um qualquer intelectual, dono de altas filosofias sobre a vida. E o engraçado é que não se enganam.

O político de carreira é aquele que faz de cada solução um problema. (Woody Allen, citado na Visão desta semana)

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Até parece que ao passar por cá para tocar clarinete num dos últimos anos (e vai estar de volta este ano), ouviu falar da solução do novo aeroporto, dos PIN para solucionar a questão do desenvolvimento económico, do fecho das maternidades e SAP para resolver o problema da Saúde, do pacotão legislativo para solucionar os problemas educativos, etc, etc…