Segunda-feira, 24 de Dezembro, 2007


  
(está tudo avisado que só aceito livros, certo?)

Nem de propósito, esta semana a Visão chegou-me já hoje e traz uma peça sobre a forma como lá fora é visto o nosso PM. Há quem compre a imagem, mas há quem – por já conhecerem o género – saiba que apenas se está a lidar com um simulacro, um produto para consumo mediático. Reveladora a forma como a imprensa alemã terá retratado o abraço final entre Sócrates (apresentado como filho cumpridor) e Merkel (mãe benevolente) no final do Tratado de Lisboa. É que para lá dos Pirenéus (ou mesmo de Vilar Formoso), a pequenez e a gradeza dos estadistas, mesmo em tempos difíceis, medem-se por outra escala.

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Em especial o livro de Sartori seria de utílissima leitura e citação ocasional, mais do que a vulgata mínima que é exibida como erudição oportuna nas entrevistas.

Não é má vontade, é mesmo não conseguir dar a outra face a quem dá a cara por uma política que em todos os momentos aponta o dedo aos professores como os causadores de todos os males, distorções e insucessos da Educação em Portugal. Nunca lhe tendo reconhecido competência técnica para o cargo é cada vez mais manifesta a incapacidade política para gerir esta pasta. É ministra sabe-se lá porquê e assim continuará, durante quanto tempo a teimosia do Porreiro-Ministro quiser, mais que não seja para demonstrar que quem manda é ele, seja qual for o tipo de desastre com a marca desta senhora que nos calhou, ou da equipa que lhe prepara as políticas.

Também não é desrespeito, porque quem não respeita os outros e desenvolve um discurso voluntariamente agressivo e descortês, dificilmente se poderá queixar de a caricaturarem e apontarem as suas insuficiências…

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De todas, suponho que a segunda – apesar de muito básica –  seja a mais útil pois tenta ensinar os jovens aspirantes a sociólogos o método correcto para relacionar dados e para a partir daí estabelecer deduções, ensaiar conclusões e, em caso de falha, reiniciar o processo.

Em suma, ensina a lidar com problemas e como os resolver, tendo o cuidado de não atropelar a lógica e a própria realidade.

Neste caso os dois secretários de Estado do ME, um que serve para as negociações com os ex-camaradas sindicalistas (Pedreira) e outro para as congeminações eduquesas (Lemos). Durante muito tempo, achei que era importante fazer a distinção entre os dois, por respeito aos seus percursos até chegarem à 5 de Outubro. Mas, com o passar do tempo, acho que só toma o hábito e o mantém quem quer, pelo que acho que qualquer destas obras se adequa aos dois e cada um.

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Mais detalhes aqui. Ou então na etiqueta da maioria das n(v)ossas prendas.

Ora vamos lá a ver. Em primeiro lugar para o Zorrinho Tecnológico:

Agora para o grande líder dos pais portugueses, Albino Almeida:

Para José Manuel Fernandes e todos os novos-liberais insatisfeitos com a Escola Pública:

Para Vital Moreira e a sua defesa extenuante de toda a política governamental só porque sim: