Quando leio as listas dos melhores livros, discos e filmes do ano nos espaços especializados na matéria da imprensa de referência.

Em especial no caso dos livros, que são aqueles que me são mais caros.

Li, por defeito, umas largas dezenas de livros este ano e conto por centenas os que comprei (a lista por ler aumenta todas as semanas e ameaça a queda de duas pilhas a cada vez que atravesso a minha área de trabalho).

Mas só num caso acertei numa das que foram seleccionadas no suplemento Ípsilon do Público. E logo aquela que está em último lugar e que eu até acho que até nem merece. Das restantes 22 estive quase – mas apenas quase – a comprar 3 delas. E o que é mais grave, não sinto a mais vaga falta de ler bem uns 12 ou 15 livros daquela lista.

Realmente a combinação feita de reedições de clássicos, traduções de memórias e antologias de poesia deixa-me de rastos, a mim que sou compulsivo leitor de ficção mais ou menos acessível, ensaio de todo o género e banda desenhada.

Vá lá que me redimi na secção de séries de TV, só discordando num caso (trocava bem o Perdidos pelo House. MD ou o CSI Las Vegas).