Hoje na base da página 49 do Público:

O mundo tem progredido tecnologicamente de forma acelerada. Com mais ou menos dinâmica, todos os países e continentes têm vindo a crescer na sua capacidade de gerar riqueza, em valores que ultrapassam largamente o crescimento populacional.

Todos? A sério? Mesmo o velho Biafra? A Eritreia? Guiné-Bissau?

No entanto, este aumento de riqueza global não tem permitido reduzir as desigualdades de acesso aos bens essenciais e à educação entre regiões e entre estratos sociais.

Duplo espanto com bocejo incluído.

Esta realidade evidencia a importância fundamental da qualificação das pessoas como base para um desenvolvimento equitativo e sustentável.

Eu iria explicar isso aos 20% de desempregados licenciados entre os 25 e 34 anos.

A fractura digital constitui uma das marcas determinantes do nosso tempo. Combatê-la é uma causa moderna.

Eu diria mesmo modernaça; ou hipermoderna, pelas razões que em seguida o autor explica com base em outro autor que acabou de ler.

Num ensaio recentemente publicado em português, Breve História do Futuro, Jacques Attali leva ao extremo o impacto prospectivo da fractura digital. Para Attalli, o mundo global vai tornar-se nas próximas décadas hum hipermundo com lideranças policêntricas. Na sua primeira forma, o hipermundo será um hiperimpério das elites conectadas. Depois a desigualdade extrema levará a um hiperconflito e finalmente, antevê Attali, daqui a 50 anos tudo estabilizará numa hiperdemocracia estável e regulada.

Hip, hip, hurra!

A modernidade progressista das políticas públicas em Portugal tem a textura visionária dos que ousam enfrentar as nnovas fronteiras. Uma textura vertida para a Agenda de Lisboa e para o seu novo ciclo, fortemente contaminado pela experiência do Plano Tecnológico e enriquecida por uma nova ambição global.

Por favor alguém pára de receitar anfetaminas e esteróides a Carlos Zorrinho?