Novembro 2007


Mais informações aqui. Ou aqui (neste caso é o quarto peixinho, aquele a que chamamos também tainha e que se deitava fora na minha infância, porque vinha cheia de óleo por debaixo da pele, por causa da porcaria que já enxameava o Tejo).

De qualquer forma não se deve tentar acertar à pedrada ou a tiro. Recomenda-se cana de pesca. Fishing ou pècher em Inglês e Francês Técnico respectivamente. Mas não compensa o esforço.

PS aprova novo Estatuto do Aluno sob críticas da oposição

O PS aprovou hoje, sozinho, em votação final global, o novo Estatuto do Aluno sob as duras críticas dos partidos da oposição, que acusaram a maioria socialista de facilitismo.

Todas as bancadas da oposição, PSD, CDS-PP, PCP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista “Os Verdes”, uniram-se no voto e nas críticas ao Executivo por a lei não valorizar a assiduidade.

A explicação de João Figueiredo, o secretário de Estado da Administração Interna, para os números do Governo sobre a greve, é deveras interessante. A parte em que o Governo não tem nada a ver com a contabilização dos grevistas é, no mínimo, digna do melhor humor britânico que até condiz com a habitual fleuma deste governante, sempre tão polido e educado que dá vontade de despenteá-lo.

Claro que os 80% dos sindicatos também são wishful thinking, mas às 13 horas abrir o Telejornal com declarações sobre os dados recolhidos até ás próprias 13 horas é muito tecnológico. Tipo velocidade da luz, mas para melhor.

Mas 50-60% que seja é muito. Muito voto por aí à deriva.  Uns para a esquerda, outros para a direita, outros para fora do baralho. E aí se pode esboroar uma maioria sólida e cheia de viço, não fosse a inépcia que os anima.

O Umbigo faz hoje dois anos e eu nem dava por isso, se não me tivessem avisado.

Mas uma razão para, estando em greve, não deixar de estar activo aqui. Porque é um acaso interessante.

Estive a analisar os números do blogue e, a meio do dia de hoje, vamos com mais de 515.000 entradas desde o nascimento, sendo que o meio milhão surge principalmente desde meados de 2006. Os posts são 2171 (mais este), os comentários perto de 13.000 e o melhor dia foi já esta semana com 3.095 entradas. Este mês deveremos chegar bem perto das 70.000.

umb30nov07.jpg

umb30nov7.jpg

Escreve Áurea Sampaio na Visão de ontem sobre o desencontro entre as opiniões de Pinto Monteiro e Maria de Lurdes Rodrigues sobre a violência nas escolas:

Ora, segundo o Observatório de Segurança Escolar, no ano passado houve 390 agressões a professores – fora as que não são denunciadas por medo de retaliação. Trata-se de dados preocupantes, que não se devem escamotear e sobre os quais há que agir, antes de se tornarem incontroláveis.

Seria bom que o Ministério da Educação acompanhasse as preocupações do procurador e que trabalhassem em conjunto. Até porque, sem escola segura não há sucesso escolar possível. E aa péssimas estatísticas vão continuar para o desespero de todos.

O texto e a lógica são de tipo imaculado, desde que tomemos como adquirido que não se considera a violência sobre os professores como um estímulo adicional, para que eles promovam o sucesso à força (ou sob a força).

Mas, ironias de lado, a Ministra da Educação ou o seu Secretário de serviço para estes assuntos não deveriam desvalorizar estes números.

Afinal para a sua grande iniciativa do Prémio de Professor do Ano, só conseguiram cativar 65 professores, alguns deles empurrados pelos seus CE’s.

Ora se 390 é um número pouco relevante, o que dizer de 65? 

Quem tiver espreitado a discussão que por aqui se gerou, perceberá que a certo ponto alguém se descaiu e revelou a mando de quem apareceu.

Já todos o sabíamos – acho que o próprio- mas assim é mais claro.

O comentador Portuga, a dado momento, esqueceu-se que fora enviado como agent provocateur e escorregou no seu próprio tapete, confessando que está a mando da Confap como uma espécie de meu stalker bloguístico.

Andou a perder tempo a pesquisar coisas sobre mim e terá chegado a estes resultados: a minha escrita online distribuída a cerca de 90% pelo Umbigo, umas colaborações por aqui e ali, uns artigos publicados em sites de investigação e nada que me associasse a qualquer malfeitoria ou nomenklatura estranha. Tinha sido mais fácil perguntar-me que eu teria feito o devido esclarecimento.

Por outro lado dá-se a uns remoques acerca da anterior presidente do CE da Confap e insinua que haverá qualquer alinhamento meu com essa tendência que foi defenestrada à força durante este ano. Se fizesse uma pesquisa no Google subordinado ao termo “Confap”, perceberia que uma das primeiras referências é um texto meu de há quatro meses sobre as lutas intestinas da organização, que acompanho com interesse há algum tempo.

Nesse percurso, o Portuga (que vamos imaginar não ser nenhum dos “Henriques” ou “M’s” ou “Albinos” ou “Bastos” ou “Mariasmães”) perdeu a hipótese de esclarecer alguns pontos interessantes como:

  • A Confap existe como representantes das Associações de Pais ou como estrutura dependente do Ministério da Educação, que a subsidia em mais de 93% do seu orçamento?
  • A Confap sobreviveria sem os subsídios trimestrais do Ministério da Educação?
  • Como é que uma Confederação não depende dos seus associados para existir (lembremos a polémica que atravessa a CIP e que tem um dos pontos na parcela de financiamento interno com que as empresas de construção civil contribuem para a sua estrutura representativa) e se gaba de serem essas Federações a dela dependerem?
  • Como se compreende que de um universo de milhares de estabelecimentos de ensino onde existem pais e Associações de Pais, a Confap tenha os seus órgãos dirigentes eleitos por menos de uma centena de eleitores, tendo esse número diminuído para menos de metade em relação a eleições anteriores?
  • O seu actual presidente poderia andar em digressão pelo país – em regime de “voluntariado”, mas com tudo pago pelo que se percebe nas contas da Confap – sem o patrocínio das verbas do Gabinete da ME?
  • Porque o balanço e contas relativo ao exercício do anterior mandato do seu actual Presidente, foi aprovado por uma minoria dos votantes presentes (65 em 136, com as abstenções a serem 68) e o relatório do Conselho Fiscal ainda mereceu menor confiança (está tudo aqui)?
  • Já agora, e por agora, porque foi que o Presidente do CE da Confap escreveu em comentário neste blogue que “não concordo com o que dizem , mas lutarei até à morte para que possam dizê-lo” (atribuindo a frase erradamente a Churchill, sendo que é uma citação apócrifa que um biógrafo colocou na boca de Voltaire), se depois se percebe que existe um enorme desconforto perante a simples crítica pública de certos aspectos do funcionamento da Confap, sendo essa crítica escorada em documentos da própria organização e num protocolo oficial?
  • E, para finalizar, porque afirmou o cidadão Albino Almeida isto, quando publiquei o dito protocolo quase uma semana depois de ele ter assegurado que o incluiria nos documentos online da Confap?

Nada me move contra o Movimento Associativo de Pais em Portugal. Gostaria que ele fosse forte, activo, crítico, interventivo, incómodo, mas já agora independente e autónomo. Que a sua estrutura representativa reconhecida como parceiro pelo ME emanasse dos seus associados e não fosse uma superestrutura artificial cujo financiamento depende de relatórios de actividades entregues para aprovação na 5 de Outubro.

Isto são factos. Não são opiniões.

Se é motivo para andarem atrás de mim, tudo bem. Mas já pensaram que estão a dar demasiado nas vistas? É que em Novembro o movimento global do Umbigo vai chegar perto das 70.000 entradas. São muitos olhos. E podem existir alguns ligados a cérebros bem mais lúcidos e informados que o meu.

Eu, com toda a sinceridade, em vez de enveredar pela vendetta pessoal, provavelmente tentaria que a coisa passasse despercebida. Assim só vai aumentar o ruído.

Por mim, não tenho nada a temer e gosto de uma boa discussão, se possível com ideias lá dentro, como escrevi algures e o Portuga insiste em citar nos seus comentários.

Cavaco Silva envia lei das carreiras da Função Pública para o TC

Presidente pede fiscalização preventiva da constitucionalidade de normas relativas a seis áreas reguladas pelo diploma.

E já agora, em especial para o António Ferrão com quem almocei ontem e com quem conversei exactamente sobre a acção do PR nestas matérias, o que tenho eu dito sobre o nosso azar em termos sido os primeiros a ir para a forca?

Agora não há diploma que afecte grupo profissional que não seja vetado, retocado ou mandado para o TC.

Só espero mesmo que aquele envio do nosso estatuto para o TC pelo grupo do PSD seja para valer.

« Página anteriorPágina seguinte »