Declarações fantásticas de Valter Lemos, no boletim Educare, que o António Antão teve a gentileza de me enviar:

Para o secretário de Estado, uma eventual diminuição da procura da licenciatura em Filosofia – que afirma desconhecer se existe – “não tem a ver com o problema do exame”, até porque se trata uma prova para concluir o Ensino Secundário e não de acesso ao Ensino Superior. “Para concluir o Ensino Secundário não existe exame de Filosofia, como não existe de Biologia, Química, História ou Física”, lembrou, afirmando que a opção de acabar com o exame é “discutível”, mas que isso não pode confundir-se com o peso da filosofia nos currículos dos alunos.

Pelo que se vê, primeiro acaba-se com a Filosofia, em seguida deve ir acabar-se com a História, que ainda não acabou no mundo real, mas já na cabeça do Secretário de Estado.

Adenda (aparentemente) necessária: entenda-se o “acaba-se com a Filosofia” ou “a História” com o “acaba-se o exame”. Pensei que fosse perceptível a ideia, atendendo ao contexto e citação, mas fizeram-me notar que talvez não.

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