Sou bastante avesso à teoria e prática do nacional-porreirismo. Tenho dias de fraqueza mas, por regra, acho que cada um deve fazer o seu papel e desempenhar as suas funções de forma a não sobrecarregar o próximo. E acho que, a menos que facilmente compreensível, não devem ser passadas em claro as vezes em que por incúria ou negligência alguém dificulta a vida do próxima de forma injustificada.

Ou seja: não acho que estejamos cá todos para facilitar, mas acredito verdadeiramente que não devemos cá andar para dificultar.

Mas infelizmente não é isso que acontece.

A vida de professor não anda fácil e não precisamos que, para além do trio ministerial e dos seus apaniguados, ainda os nossos pares a compliquem, em especial se são daqueles que também se queixam disto.

Por isso há coisas incompreensíveis que se presenciam, que se ouvem, que se sabem, daqui, dali e de mais acolá.

Por vezes é tão simples complicarmos a vida aos outros que não se pensa duas vezes em fazê-lo.

Embora fosse igualmente simples, não digo facilitar, mas pelo menos deixar a vida dos outros correr normalmente, deixar que tenhamos (alguma) vida para além do portão da escola.

Às vezes nem é de propósito, é mesmo porque cada vez mais, cada um anda na sua vidinha, fechado sobre si mesmo e não olha em redor. Outras vezes é mesmo por falta de ter que fazer.

Mas depois da asneira, toda a gente é muito sensível. Ou então há quem apareça com aquela irritante forma de dizer não vale a pena ficares assim. O bom e velho tanas é que não.

Pois… esta semana podia andar melhor.