Quinta-feira, 15 de Novembro, 2007


Pelo menos a Vodafone e a TMN andam a contactar directamente os setores que decidiram levar o barrete dos portátéles a sério e a coisa é assim: se aceitam aparecer na cerimónia com o Sócrates, a MLR e um outro ministro à escolha de entre o sortido rico, ou ficam sem saber quando recebem a maquineta.

Lamentável, mas expectável. Vem na Sábado de hoje. Clicar para ler na íntegra.

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O Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian está a organizar uma Conferência subordinada ao tema Sucesso e Insucesso: Escola, Economia e Sociedade, que terá lugar nos dias 19 e 20 de Novembro p.f., na qual participarão especialistas internacionais e representantes de várias instituições nacionais.

A Conferência terá lugar na Sede da Fundação Calouste Gulbenkian, como consta do Programa em anexo.

Dada a importância deste acontecimento muito honrados ficaríamos com a sua presença, que poderá contribuir para o enriquecimento da discussão sobre o tema referido.

Agradecemos a sua confirmação para o email tcorreia@gulbenkian.pt ou telefone 782 33 87 (Fax: 21 782 30 48).

Eu acredito que a minha presença – ou a de qualquer um de vós – os pudesse honrar, mas o despacho 185/92 está morto, enterrado e a esta altura comidinho pelos bichos.

E obrigado ao PD pelo material.

Lê-se no site da DGIDC:

Foi entregue em reunião realizada no dia 31 de Outubro 2007, com as organizações representativas das instituições de educação especial (FENACERCI, HUMANITAS e UNICRISANO), um novo documento com vista a definir os próximos passos para o processo de «reorientação das escolas especiais em centros de recursos para a inclusão», processo que deverá decorrer até 2013. Este documento integra as sugestões destas organizações, encontrando-se aberto a novos contributos.

Para os interessados, o documento em causa encontra-se aqui. O ponto 2, em que se desenvolve o «enquadramento conceptual» e no qual se entra pela dimensão relacional da incapacidade e pelo entendimento da incapacidade como um continuum são, digamos assim, algo contestáveis.

Sou bastante avesso à teoria e prática do nacional-porreirismo. Tenho dias de fraqueza mas, por regra, acho que cada um deve fazer o seu papel e desempenhar as suas funções de forma a não sobrecarregar o próximo. E acho que, a menos que facilmente compreensível, não devem ser passadas em claro as vezes em que por incúria ou negligência alguém dificulta a vida do próxima de forma injustificada.

Ou seja: não acho que estejamos cá todos para facilitar, mas acredito verdadeiramente que não devemos cá andar para dificultar.

Mas infelizmente não é isso que acontece.

A vida de professor não anda fácil e não precisamos que, para além do trio ministerial e dos seus apaniguados, ainda os nossos pares a compliquem, em especial se são daqueles que também se queixam disto.

Por isso há coisas incompreensíveis que se presenciam, que se ouvem, que se sabem, daqui, dali e de mais acolá.

Por vezes é tão simples complicarmos a vida aos outros que não se pensa duas vezes em fazê-lo.

Embora fosse igualmente simples, não digo facilitar, mas pelo menos deixar a vida dos outros correr normalmente, deixar que tenhamos (alguma) vida para além do portão da escola.

Às vezes nem é de propósito, é mesmo porque cada vez mais, cada um anda na sua vidinha, fechado sobre si mesmo e não olha em redor. Outras vezes é mesmo por falta de ter que fazer.

Mas depois da asneira, toda a gente é muito sensível. Ou então há quem apareça com aquela irritante forma de dizer não vale a pena ficares assim. O bom e velho tanas é que não.

Pois… esta semana podia andar melhor.

A Visão anuncia hoje um Sócrates Privado.

Sinceramente não percebo exactamente o alcance ou objectivo (seria antes uma competência?) da peça.

Se era mostrar que Sócrates é, afinal, humano, a coisa falha rotundamente. Desde as imagens em que o sorriso não aflora, mas o cenho franzido sobeja, passando pelo destaque dado às suas peculiaridades (o fanatismo do detalhe, do controle da agenda dos ministros, das fixações em objectos-amuleto incaracterísticos como a Parker anódina, a agenda encenada), chegando mesmo aos pormenores que supostamente visariam aligeirar o cenário, como o boneco de um dos anões acompanhantes da Branca de Neve que é sintomaticamente o Rezingão.

Se era para dar a imagem de um Sócrates que é igual em público e privado, a peça é ou redundante ou um exercício que coloca o nosso actual primeiro num patamar que nenhum anterior líder do poder exectivo em Portugal desejou: o de pretenso/real autómato. Mesmo os mais sisudos governantes nacionais (Salazar, Cavaco) fizeram-se representar como seres humanos, com as suas pequenas fraquezas, um seu lado íntimo que, mesmo encenado com melhor ou pior gosto, dava uma vaga sensação de privacidade. Pelo contrário, o Sócrates Privado é aborrecidamente semelhante ao Sócrates Público.

Eu se fosse a ele despedia já quem, na sua task-force comunicacional, foi responsável por esta ideia. A menos que o objectivo passasse mesmo por sublinhar uma diferença que poucos apreciarão, salvo alguns saudosistas…

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